Belmiro de Azevedo á procura de escravos

Segundo Belmiro de Azevedo, “Alemães fazem três ou quatro vezes mais do que os portugueses”.

Na realidade, os trabalhadores portugueses são dos mais apreciados por empresas multinacionais por toda a parte do mundo, alcançando muitos, lugares de técnicos e de chefia.

Pelo contrário, poderei dizer que em questão de qualidade, civismo, reconhecimento e respeito por quem para eles trabalha, vale mais um empresário alemão, do que oito empresários portugueses.

Com o governo actual, procurando regressar aos salários do passado e removendo cada vez mais direitos e benefícios sociais dos trabalhadores, com a ajuda deste tipo de empresários como Belmiro de Azevedo, certamente que Portugal voltará a ser um país no mercado da escravatura. Este governo e este tipo de empresários, não convida os países a investir na qualidade dos produtos e da mão de obra dos portugueses. A propaganda que este governo e indivíduos como Belmiro de Azevedo fazem internacionalmente é para comprarem a mão de obra barata que Portugal tem disponível em quantidade. Os portugueses acabam por ser como que uma miniatura da mão de obra chinesa no ponto mais ocidental da Europa.

Aceitaria a opinião de Belmiro de Azevedo vir espontâneamente da voz de um político português, que não têm noção do contexto do que dizem publicamente, e disparates deste tipo são vulgares. Para um empresário, que tem enriquecido com a mão de obra dos portugueses, essas palavras só demonstram dementia devido á idade, ou falta de reconhecimento e respeito por quem trabalha para o seu império capitalista.

Até quando o povo  português consente este tipo de humilhação?

Com manifestações de protestos de uma tarde ou um dia, como que um passeio até á capital do país, é como que os cães ladram e a caravana passa. A situação está tão caótica e com notícias de mais degradação a cada dia, exigindo mais medidas de cortes de salários, reformas e pensões para retrocesso ao passado, sem uma revolução do povo e das forças armadas e forças de segurança pública unidas, já lá não vai, não!

Quero deixar aqui uma palavra de reconhecimento pelo comportamento das forças de segurança, tanto para as mobilizadas como para as do lado dos manifestantes, pelo respeito demonstrado entre colegas, na manifestação de ontem em frente da Assembleia da República. Estou certo, que dentro das fardas das forças de segurança em serviço, existia o mesmo sentimento de revolta dos manifestantes. Mas, ……. talvez um dia unidas e com todos os portugueses poderão demonstrar que o poder não está no governo. Que esse dia não tarde ou, será tarde demais.

 

About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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2 comentários em “Belmiro de Azevedo á procura de escravos”

  1. Armando Medeiros Says:

    Eu só tenho um aspecto a apontar. Todo esse campo semântico alusivo à economia, vulgo produtividade/competitividade, são anunciados como metas a atingir para garantir mérito e qualidade de vida. Ora num mundo globalizado onde a concorrência vem de todos os quadrantes do planeta, isto encobre uma armadilha que exclui quem não tenha ou não consiga ter meios ou conhecimentos para estar integrado nesse padrão de vida.
    Todavia, é frutuosa a conviência entre diferentes culturas que promovam a paz. É preciso ter em conta que toda essa evolução sob o efeito “panela de pressão” poderá conduzir à autodestruição do ser humano. Pensem nisto.

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  2. Pedro Pinheiro Says:

    bem hajam! sua excelência professor dr. Belmiro Azevedo pelos conselhos de sapiência economista em relação a produtividade dos trabalhadores deste pais,uma boa fatias SEUS trabalhadores ( vulgo funcionários ou será escravos?) trabalhei para a sonae e ibersol, mais tarde, no entanto teve mais nomes IBr,iberusa, e mais meia dúzia de nomes, com o propósito sabe-se lá. fica para os entendidos na matéria opinarem!
    trabalhei para as empresas desta personagem durante 9 anos e ao fim deste tempo achei por bem colocar um ponto final numa carreira que sempre pensei promissora e de total importância para o pais. coloquei um ponto final em janeiro do ano de 2004 . pois já nessa altura era exigido pelas altas esferas da empresa que os funcionários deviam de produzir mais,e ter disponibilidade tola e absoluta, trabalhava 60 e mais horas por semana e nunca chegava, era sempre pouco( notar bem, nos dias de hoje ainda e pior) revolta-me que gente gananciosa, narcisista e sem escrúpulos,diga o que pensa ( está no seu direito) de forma gratuita promover os trabalhadores portugueses a meros mandriões que vão passar férias para o emprego e que são pagos a peso de ouro. só não sei como essa personagem enriquece aos milhões.
    obs se puderem passar de alguma forma a mensagem a dita personagem agradeco

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