O MOVIMENTO DA ABSTENÇÃO “EU NÃO VOTO!” GANHOU AS ELEIÇÕES

30 de Setembro de 2013

O PAÍS QUE TEMOS, Política Nacional

“EU NÃO VOTO!” Ganhou o meu movimento com perto de 48 %. O PS em 2.º lugar com cerca de 37%, foi nomeado pela comunicação social como o vencedor das eleições. A ser um país democrata, onde a maioria prevalece, estes dados demonstram que a maioria do povo português não está representado por qualquer partido político.

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As percentagens nas eleições autárquicas ontem realizadas demonstraram que a maioria dos portugueses não está representada nem pelo governo nacional nem pelos governos locais.

É de salientar que o povo fez justiça nas cidades de Lisboa e no Porto ao derrubar os respectivos candidatos, Fernando Seara e Luís Filipe Meneses que ganharam injustamente o direito pelo tribunal a candidatarem-se contra as leis em vigor sobre os mandatos. Felizmente, que o crime e as injustiças nem sempre recompensam.

Para os candidatos vencedores na cidade de Lisboa e no Porto, respectivamente António Costa e Rui Moreira, este site  apresenta ao primeiro, António Costa, os sinceros parabéns pela sua vitória com base nos trabalhos realizados como autarca nos mandatos anteriores. Ao independente Rui Moreira, pela forma digna como derrubou os candidatos do PSD e PS, esperando que as suas boa intenções de governar o Porto correspondam às expectativas lançadas sobre o povo do Porto.

Lamentável que o irrevogável Paulo Portas, preste mais atenção ao seu umbigo de político, do que seja capaz de ler a realidade dos resultados eleitorais. Teve a coragem de se louvar pelas 5 autarquias que ganhou o CDS. Mas, faltou-lhe a humildade para admitir as derrotas pesadas sofridas em outras autarquias, nomeadamente aquelas autarquias em coligação com o PSD, seu parceiro no governo nacional.

Infelizmente, para além do mencionado acima, os portugueses continuam a votar como nos passados 39 anos, premiando sempre os mesmos partidos, PS, PSD e CDS, responsáveis  pelo caos político, económico-financeiro e social em que o país se encontra.

Procuro ou desejaria, para bem de todo o português que tenta desesperadamente sobreviver,  que nas eleições para as legislativas este movimento, “EU NÃO VOTO!” ultrapasse os 60%. Talvez os políticos ou militares acreditem então de vez, que a maioria do povo não está representado no governo a que intitulam “democracia”. Espero que nas reformas a que o actual governo se propõe fazer, que sejam feitas alterações ao sistema eleitoral para as legislativas, para que em lugar de listas dos partidos políticos  à Assembleia da República, seja viável a candidatura de independentes. Mas isso, será como que tirar a galinha dos ovos de ouro aos partidos políticos. Será melhor esperarmos sentados.

Recomenda-se: Não Basta mudar o sistema

About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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10 comentários em “O MOVIMENTO DA ABSTENÇÃO “EU NÃO VOTO!” GANHOU AS ELEIÇÕES”

  1. manuela antunes Says:

    “Recusar-se a votar é uma decisão pessoal que nada tem a ver com um sistema antiquado, opressivo e mutilador. Não votar é positivo, e não negativo. Votar é um fim; recusar-se a votar é um princípio…”
    ou…
    “Para não votar em lunáticos, incompetentes, mentirosos ou vigaristas, naa próximas vez leve um marcador negro grosso de casa, e escreva no boletim “BASTA”.”

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  2. pintobasto Says:

    Caro Romeu, pelo que temos visto ao longo dos anos depois do 25/Abril/74, torna-se cada vez mais imperiosa a ressurreição de Salazar ou pelo menos dum estadista patriota com capacidade para governar o Povo português que sofre duma apatia política que parece residir na massa do sangue.

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  3. joaovieira1 Says:

    Sr. Carlos Piteira,

    Não concordo com o seu apelo a uma maior abstenção.
    Numa democracia ainda jovem, oriunda de um regime autoritário e esmagador do ponto de vista político, social, cultural, educacional e das liberdades essenciais, subvertida, enviesada e fragilizada ao longo dos últimos 39 anos, seria altamente arriscado e perigoso promover movimentos, manifestações, causas, etc, a-democráticas e/ou não democráticas que a prazo mais ou menos curto, fariam, seguramente, recrudescer a tendência para a ultrapassagem e aniquilamento dos partidos políticos, num país onde grassa uma progressiva e aparentemente imparável desagregação sócio-política provocada por uma austeridade excessiva, desigual e injustamente distribuída associada a uma intervenção (tida por ajuda) quase que exclusivamente financeira da Troika que representa para uma maioria substancial de portugueses uma humilhante e anti-patriótica dependência.
    Sendo, embora, independente, não concordo que ponha em pé de igualdade quanto a responsabilidade política partidos como o PS e PSD. Apesar dos erros e falhas de percurso cometidos pelo PS, este partido (como se viu nas últimas eleições autárquicas) continua a concitar maior confiança entre os eleitores portugueses do que o PSD.

    Cumps.

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    • opaisquetemos Says:

      Caro João Vieira,

      Os meus agradecimentos pelo seu comentário e a sua opinião, que embora diferente da minha respeito. No entanto, o PS e PSD estão em termos de igualdade no respeitante às responsabilidades pelo caos em que o país se encontra.

      Quanto ao facto de nas últimas eleições, 37% dos portugueses votarem PS, não significa o PS dar mais confiança aos portugueses. Os portugueses votam como se joga ping-pong. quando governardos pelo PSD e não satisfeitos votam PS e vice-versa. Se ainda se recorda, há dois anos a revolta contra Sócrates e o PS era tal que a maioria votou PSD.

      Talvez todo este jogo de ping pong ao votarem em PS ou PSD, esteja relacionado com memória curta dos acontecimentos que lhes tem afectado a vida ao longo de quase 40 anos. Mas eu atribuo esta situação mais à falta de conhecimentos políticos e votarem às cegas ou para onde sopram os ventos do que com conhecimentos de causa política. Pessoalmente, estou saturado e perdi qualquer confiança dos partidos existentes e a maioria de políticos profissionais. Como tal, opto por abstenção até chegar o dia em que cada eleitor votar em indivíduos do que em listas de partidos políticos de acordo com as preferências partidárias.

      Agradeço num entanto, todas as suas opiniões, como de todos os leitores ainda que os nossos pontos de vista não coincidem.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  4. francisco neves Says:

    boa noite, não vi nenhuma manifestação,ou outra qualquer actividade deste movimento, mas agora que ganharam, o que pretendem mudar? qual as mudanças necessárias para levar os portugueses a acreditar na politica, nos políticos , enfim, no próprio pais? se são quase 50% dos eleitores, e ganham á anos todas as eleições, criem um partido e apresentem o programa aos eleitores, para assim todos sabermos o que este movimento, pensa e quer para o pais. mas, assim que fossem um partido, ja eram todos corruptos e incompetentes… o problema do pais, não são os políticos, se fosse, era so muda-los e ja estava, um pais a caminho da gloria. o problema, é muito mais serio, é a sociedade, que tem de mudar, uma sociedade, de espertos,sem qualquer sentido de bem comum, que so quer viver a custa do próximo, em que o dinheiro dos contribuintes é para gastar e sacar, nunca ira gerar, governantes, sérios, honestos e dedicados ao pais. é impossível. os políticos são o que a sociedade exige deles, pois é na sociedade que são formados. todos os países, todos os sistemas governativos tem políticos, sejam democracias republicanas ou não, monarquias ou ditaduras. porque que é que uns países são bem geridos e outros não? será que é o movimento ” eu nao voto” que la esta no poder?

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  5. JOSE SERRA DOS REIS Says:

    canal #moritz @Ptnet
    Boas tardes, realmente gostava mesmo de entender o que ganharam os abstencionistas, os abstencionistas foram eleitos? vão ocupar algum lugar? vão ter voz? vão poder intervir nas transformações sociais e económicas do país? ou apenas permitiram que fossem outros a decidir por eles ?

    Eram eles que falavam abstenção= revolução, então agora porque não aproveitam esta hecatombe que o PSD levou e porque raio não saem para a rua e fazem a revolução que este país precisa?

    Tretas, tretas e tretas, santa Engrácia!

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    • salta pocinhas Says:

      Ehehehehe mais um frustrado com as suas perdas politicas… olha fez-te comentar as tuas frustarações.

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    • opaisquetemos Says:

      Caro José Serra dos Reis,

      Antes de mais, agradeço o seu comentário e opinião que respeito.

      Gostaria em primeiro lugar perguntar-lhe quais foram os benefícios de votarem ao longo de 39 anos, que só vejo um país em degradação total e à beira da perda total da soberania. Na realidade, aqueles por quem têm votado ao longo dos anos, representam e protegem mais os direitos de paises e entidades estrangeiras do que os interesses dos cidadãos portugueses que votaram neles. Dúvida? Se é esse o caso, o senhor é um dos poucos cidadãos previligiados em Portugal.

      Abstenção não recolhe os benefícios do dia para a noite, que os eleitores têm contribuido para a destruição do país. Mas a seu tempo, vai restaurar aquilo que os seus votos ajudaram a destruir ao longo de 4 décadas.

      O senhor acabou o seu comentário com: ” Tretas, tretas e tretas, santa Engrácia!”

      Eu termino a minha resposta ao seu comentário: Lamento, lamento, lamento que muitos portugueses só podem compreender políticas com umas palas nos olhos, para só verem o que os partidos lhes deixam ver, valha-nos Deus!

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    • eduardo Says:

      Nestas autarquicas não votei, assim como nas proximas legislativas nem europeias nem para o PR . Assim estou de consciencia tranquila que não contribui para um determinado numero de individuos possam delapidar-me em nome de uma perteça democracia. Posso Chamar-lhes os nomes que o vernaculo português é farto, ir a mainfestações tanto ás de grande massa como pequenas (5 de Outubro deste ano)pois estou de cionsciencia tranquila. Para mim a politica só serve para roubra os cidadãos em nome de um qualquer ideal

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