UM QUADRO TRISTE DO PASSADO E DE UM POSSÍVEL FUTURO

21 de Agosto de 2013

O PAÍS QUE TEMOS

Imagem

Great Depression – Foto di Dorothea Lange.

A menos que a situação económica global se estabilize com a maior brevidade possível, tempos como refletem esta imagem poderão não apenas retratar o passado, mas um futuro não muito distante.

Infelizmente, as políticas actuais que vivemos, são com interesses económicos de mercados financeiros e não em interesses económico e sociais para bem estar das populações.

Em todas as crises económicas há o crescimento de um grupo de novos ricos que beneficiam das medidas da inflação de serviços e produtos essenciais à sobrevivência; de corrupção, através da banca e outros monopólios com leis criadas pelos governos para protecção legal; de austeridade com aumento de impostos e cortes sociais em todos os sectores, causando um crescimento dos números da pobreza.

Tal como nas crises económicas passadas, vão surgir os grandes monopólios protegidos pelas leis criadas pelos governos, com isenções de impostos em todo o tipo de investimentos, incluindo todo o gambling nas bolsas dos mercados de matérias primas alimentares.

Tal como no passado, vão regressar ditaduras. Não o tipo de um único indivíduo ou família como no passado, e a acontecer no momento em Angola, mas através de partidos políticos, eleitos democráticamente por uma pequena maioria do povo, mas que acabam por governar autoritariamente, ignorando os interesses e direitos do povo que os elege, mas nunca desprotegendo o sistema bancário e os monopólios com argumentos de que a longo termo haverá benefícios para as classes mais desfavorecidas da sociedade, tais como mais postos de emprego, sem mencionarem os salários, condições e beneficíos precários que no futuro os espera .

Se retrocedermos à última campanha eleitoral, em 2011, para as legislativas, Passos Coelho não mentiu na sua campanha eleitoral, mas apenas foi mal entendido pela maioria dos portugueses. Passos Coelho afirmou repetidamente que estava pronto para governar de acordo com o FMI e de acordo com os interesses de protecção exigidos pela Troika e, nunca mencionou governar o país para defender os interesses dos portugueses.  Passos Coelho, tem defendido o que afirmou e disposto a continuar a exigir mais e mais dos portugueses por todos os meios, mesmo inconstitucionais que possam ser, usando toda a oportunidade pública de antena, para pressionar os juizes do TC. Mas não se esqueçam: tal como se faz aos animais domesticados, que se dá algo em troca de actuarem bem, isentou os juizes de cortes nas suas aposentadorias. Ou seja, deu-lhes um estatuto social de isenção de sacrifícios. Isso significa, que em Portugal há pelo menos dois tipos de cidadãos: Os intocáveis (políticos e juizes) e os plebeus (o povo).

About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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One Comment em “UM QUADRO TRISTE DO PASSADO E DE UM POSSÍVEL FUTURO”

  1. Marcos Pinto Basto Says:

    Ainda não consegui entender como os portugueses suportam esse tremendo traidor do Laparoto cujos passos nunca o deixarão ser coelho. Esse indivíduo está a serviço da agiotagem internacional, ele e os ministros que arranjou para a área econômica que já demonstraram que não têm um mínimo de respeito pela Pátria e muito menos pelos seus concidadãos.

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