A ECONOMIA NÃO ESTÁ ESTAGNADA MAS SIM, CONTÍNUA EM DECADÊNCIA LEVANDO O PAÍS AO ABISMO

Segundo o Diário Económico, Bancos intervencionados com apoios do Estado são os que mais cortam no crédito às empresas, tendo o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, criticado os bancos por agravarem a recessão e garantiu que o Governo irá pressionar as entidades financeiras a reanimarem o crédito à economia.

A realidade actual, é que é a Banca quem governa e não o governo, limitando-se o PM apenas a criticar, sem capacidade de garantir pressionar as entidades financeiras. De facto, como já várias vezes tenho referido, a maioria dos países é governado pela banca e não pelos governos, servindo o poder governamental apenas como porta voz e autoridade para obrigar os povos a sustentarem a banca e os Estados. Eu defino o governo português, como os capatazes da burguesia da banca, para receberem ordens e forçar o cumprimento das mesmas.

Ao longo de toda a crise desde 2008, que a única preocupação dos governos tem sido sempre em dar continuidade à banca, com pretexto de que se trata de apoiar a economia, enquanto a economia cada vez se encontra mais degradada.

Primeiro este governo incidiu os impostos sobre as transacções, aumentando o IVA até 23%. Ao longo do tempo, verificando que a receita dos impostos através da economia começaram em decadência, virou-se para os cortes dos vencimentos da classe ainda profissionalmente activa. Como cada vez a classe activa é menor, dado o aumento do desemprego e a emigração, começaram a optar por acabar com os doentes e incapacitados como também na exterminação dos idosos, cortando muito das suas pensões para além do insustentável.

Notícias como: “Estradas de Sócrates dão prejuízos de 5,7 mil milhões. Concessões assinadas pelo anterior Governo representam 54% do total do buraco das PPP“, demonstram as negociatas dos governos anteriores que causaram buraco económico no país.

Notícias como: ” Hospitais estão a cortar nos medicamentos para os hemofílicos“, demonstram como o actual governo procura resolver o buraco económico, fazendo opressão sobre as famílias portuguesas, particularmente aquelas que precisam de maior apoio social e sobre as classes mais desfavorecidas, que acabam por dar ao país uma imagem real do 3.º mundo como esta notícia, ” Crianças chegam ao hospital doentes por terem fome“.

O governo não procura apoio na banca para crescimento da economia, porque a banca só oferece um chouriço a quem lhe der um porco de boa qualidade. A banca tem a consciência de que a maioria das PME na economia nacional, estão tão enfraquecidas, que não oferecem garantia de lhes dar um porco em troca de um chouriço. Por isso, opta em financiar apenas o Estado a uma taxa muito superior e com garantia das austeridades aplicadas aos portugueses.

Enquanto o sistema eleitoral instalado no país continuar, EU NÃO VOTO!

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About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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5 comentários em “A ECONOMIA NÃO ESTÁ ESTAGNADA MAS SIM, CONTÍNUA EM DECADÊNCIA LEVANDO O PAÍS AO ABISMO”

  1. korgmann Says:

    Boa tarde

    Já tenho vindo a alertar em diversos fóruns que estamos, tecnicamente, em depressão económica. Os comentadores andam entretidos com as patetices triviais e, excluindo Paul Krugman que foi até ridicularizado pela comissão europeia, ninguém se quer debruçar sobre o terrível problema que a economia europeia está a enfrentar.

    Infelizmente a economia portuguesa está morta, e urge fazer algo para evitar o mais que provável cataclismo. Vivemos hoje, e apenas a história o confirmará, aquela que julgo ser a maior crise que o nosso país viveu, vejamos porque:

    – Economia em declínio, propicia apenas um acentuar do desemprego que sobrecarrega o fardo das despesas sociais do estado.
    – Burocracia em excesso, somos o país dos papelinhos e dos pareceres, das licenças e dos alvarás, para recuperar do coma económico e atrair investimento é essencial agilizar processos, esta burocracia é vista nos países de norte como preguiça e inércia.
    – Justiça lenta, possuímos um sistema judicial obsoleto e lento, a justiça portuguesa tem casos que se arrastam até à prescrição, este facto suscita desconfiança aos investidores mas cria sobretudo, internamente, um sentimento de revolta e receio nos cidadãos que não confiam num pilar básico da sociedade.
    – Mordomias em excesso, não é tangível atingir patamares de igualdade e o bem-estar comum quando, por exemplo, um vice-presidente de câmara não pode ter direito a motorista, as mordomias da classe política na actual conjuntura constituem uma afronta e beliscam o direito comum.
    – Deficiências para-diplomáticas, enquanto o país vivia na embriaguez dos fundos europeus não considerou a importância da diversidade geopolítica para o futuro, com efeito Portugal apresenta-se refém das ideologias e politicas Europeias.
    – Corrupção, infelizmente somos um país corrupto que diz ser anti-corrupto, a corrupção embora em casos onde é praticamente declarada (países emergentes) pareça trazer benefícios ao bem-estar particular constitui no médio prazo um perigo para o bem-estar comum e para a democracia.
    -.Capital confiança, as falsidades e falhanços de sucessivos governos conduziram a nossa sociedade à descrença, dificilmente um líder mobilizará consensualmente o nosso país para o sucesso.
    – Dívida soberana, um país da nossa dimensão não se pode dar ao luxo de contrair qualquer dívida, um país como o nosso alcança uma soberania sólida honrando todos os seus compromissos sob pena de se tornar um protectorado dos seus credores.
    – Sector Primário depauperado, o sector que é a base da economia e, na ausência de recursos naturais de relevo, deve ser alvo de particular atenção com o seu peso na balança comercial, Portugal quis, erradamente, tornar-se numa utópica economia de serviços.
    – Sistema Político pouco representativo, o actual sistema não garante a extensão da vontade popular expressa no voto durante a totalidade da legislatura, os partidos articulam ardilosamente os assentos parlamentares através de coligações para alcançar maiorias que os eleitores não lhes conceberam pelo voto.

    A tudo isto some-se a incapacidade de gerir o futuro por parte de sucessivos governantes que pelo caminho da impreparação foram deixando cair as mais preciosas ferramentas que permitiriam “reparar” o actual estado do país. Estes governantes foram comprando alegremente, a crédito, um conjunto de ideias que, honestamente, nem a mente mais generosamente bafejada pela inteligência consegue explicar, até à luz da ignorância ou incompetência, as motivações que levarão alguns governantes a tomar decisões claramente desastrosas que colocam hoje a soberania do país em risco.

    Saudações

    Moisés Carvalho

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    • opaisquetemos Says:

      Caro Moisés Carvalho,

      Os meus agradecimentos pelo seu comentário, o qual para além de publicação no site, será também integrado no Facebook.

      Com os melhores cumprimentos,

      Carlos Piteira

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    • Marcos Pinto Basto Says:

      Há dias lia o relatório da investigação da licenciatura do Miguel Relvas na Lusófona que me cheira mais a nome de banda musical que universidade, um extenso arrazoado de considerações meramente burocráticas com 59 páginas para dizer que não houve licenciatura. Passei a entender melhor a inépcia governamental e morosidade de qualquer solução para enfrentar a crise econômica que tem grande teor criminoso. Nunca acreditei em Mário Soares como político, muito menos como primeiro-ministro e presidente da república foi uma afronta à dignidade nacional. Os outros que lhe seguiram, trilharam os mesmos passos como Cavaco Silva que cometeu grandes falhas, algumas delas autênticos crimes e vamos em diante até chegarmos a Passos Coelho que classifico de Laparoto, filhote de coelho que nos envergonha perante a comunidade internacional. Estraçalharam o País a mando dos agiotas e agora não conseguem explicar como foram tão “inocentes” e acreditaram em tudo que vinha da troika, um trio da agiotagem internacional que faz dançar os povos das nações que embarcam que nem bois mansos para o matadouro. Dá dó ver o sofrimento de tanta gente que vive de esmolas. Será que os deputados da Reputica não exergam isso?

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  2. Marcos Pinto Basto Says:

    Quando esse laparoto que nunca chegará a ser coelho falar alguma coisa que preste, no outro dia seus patrões arrancam-lhe as calças e enchem-lhe o rabo de violentas cacetadas que nunca mais vai sentar na cadeira de primeiro-ministro, função nunca exercida. É um vendilhão da Pátria, um traidor mascarado de gente com fato e gravata, mas de cuecas borradas porque sabe da ladroagem que anda fazendo e pode ter algum azar no caminho. Traidor ladrão tem vida curta!

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