“Se o Parlamento cipriota pode, por que é que o nosso não?”

20 de Março de 2013

O PAÍS QUE TEMOS, Política Nacional

O PARLAMENTO cipriota, rejeitou ontem um acordo sobre o resgate europeu, que exigia um imposto sobre os depósitos nos bancos. Não se tratou de um acto revolucionário,  mas sim de uma decisão  democrática que teve como objectivo respeitar os interesses e direitos do povo que representam.

Mas, se o  Parlamento cipriota pode, porque é que o nosso não?

A decisão democrática tomada pelo Parlamento cipriota, é algo que em Portugal não seria viável dado que na actual conjuntura política portuguesa, a Assembleia da República não é um órgão representativo do povo português, mas sim ao serviço dos partidos políticos através dos deputados lacaios que lhes devem obediência por terem sido escolhidos de acordo com os interesses do partido , os quais colocam os seus interesses profissionais na carreira política, acima dos interesses do povo português.

Portugal, para além do rótulo que possui de ser um país com um sistema democrático, o sistema instalado não passa de uma farsa.

Enquanto a forma de eleger deputados, depender de votar em listas preparadas pelos partidos de acordos com os seus interesses, não votarei.

Esta predisposição de cada um poupa em média ao Estado, por ano, 419/135=3,1 euros em subvenções para essa ralé.

http.ww.parlamento.pt/Legislacao/Documents/Legislacao_Anotada/FinanciamentoPartidosPoliticosCampanhasEleitorais_Anotado.pdf

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About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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10 comentários em ““Se o Parlamento cipriota pode, por que é que o nosso não?””

  1. korgmann Says:

    Boa tarde a todos.

    A falta de representatividade individual no parlamento é, além de perigosa e propícia a devaneios, um dos grandes entraves ao nosso desenvolvimento.

    Gostava que todos considerassem a eventualidade de Portugal vir a ser sujeito às mesmas medidas que querem aplicar em Chipre. Perante a actual Assembleia um confisco de depósitos passaria no crivo de uma maioria parlamentar que não representa o resultado eleitoral, recordo que o partido mais votado se aliou ao terceiro para com isso obter maioria, o cheque em branco governativo cuja onerosidade conheceremos brevemente.

    A definição que os nossos políticos, em consequência das doutrinas partidárias, têm de democracia é um conceito que visa apenas alcançar o poder, e nessa procura insaciável colocam-se ao serviço de corporações e interesses promíscuos que, invariavelmente, se servirão do poder através dos agentes políticos aquando da sua ascensão ao poder.

    O nosso sistema político, aliás os nossos partidos e os seus agentes, devem aprender a governar com os votos e não com parcerias ou alianças que ao acontecerem impedem a geração de consenso através do debate e, mais grave ainda, minam a acção de fiscalização política que a Assembleia deve exercer sobre si própria.

    Honestamente não me parece que se avizinhe uma mudança pois este sistema serve aos partidos do eixo governativo PS/PSD que não obviamente não irão abdicar deste sistema pernicioso e mal construído que, reitero, não representa os cidadão.

    Melhores cumprimentos a todos,

    M. Carvalho

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    • opaisquetemos Says:

      Caro M. Carvalho,

      Obrigado pelo seu comentário.

      A sua opinião sobre a forma eleitoral em Portugal e todo o sistema político, vem ao encontro do que tenho afirmado inúmeras vezes. Infelizmente, acredito que o sistema instalado tarde ou nunca modificará, porque benefícia os partidos e todos que vivem à conta deles.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  2. Maria Alpoim Says:

    Olhando para os países ditos democratas a democracia no sentido lato não existe porque está sugeita a lobbies e aos interesses particulares dos protagonistas principais. O serviço público só existe em determinadas ordens religiosas muito embora todas o proclamem. Relativamente às posições assumidas pelos parlamentares cipriotas eles têm uma enorme arma na mão. Gás natural, petróleo e os russos a querer negociar e apanhar algo que em príncipio é de empresas dos EUA e Israel. Aliás a chantagem de Bruxelas/Troika à Grécia esbarrou com o mesmo problema. Bruxelas fez um haircut de 100 MM à dívida grega que caiu em cheio nos bancos cipriotas sabendo que com isso iria forçar Chipre a pedir ajuda e que poderia receber de Chipre o que não conseguiu com a Grécia. Resta saber se vai conseguir porque a Rússia está a ser cercada na Síria e perdeu no caso da Líbia e irá pelo menos tentar não perder muito. Qual a posição dos EUA no meio disto tudo? Não sei até que ponto também não foram decisivos no caso da Grécia porque os alemães revelaram o jogo demasiado cedo ao proporem a compra das ilhas gregas sabendo que estão assentes em enormes reservatórios de gás natural. Neste jogo geopolítico e económico não há inocentes contudo Bruxelas está cheia de incompetentes tal como nós cá. Teremos alguma arma de arremeço além da nossa posição estratégica? Não sei mas poderemos ter umas dicas quando formos pedir o 2 resgate. Se nos perdoarem uma perna de frango que seja é porque temos uma galinha gorda para dar em troca, e aí poderemos ser bem mais duros nas negociações.

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    • opaisquetemos Says:

      Cara Maria Alpoim,

      Agradeço o seu comentário.

      Compreendo que em tudo há interesses envolvidos de muitas partes, e os pontos por si apresentados.

      A minha maior preocupação a nível europeu, é se para além da crise económica que atravessamos de há muito e sem fim à vista, se todo este conflito de interesses, sendo cada vez mais complexo e como mais protagonistas envolvidos, não irá acabar num conflito bélico, para além do caos social localizado em diversos países, sendo Portugal um deles.

      Mas no respeitante ainda à nossa AR, não se trata de um órgão representante do povo, mas apenas proteccionista dos partidos políticos. Independente de podermos ter uma galinha gorda, o governo concorda sempre com as instituições internacionais e tem sempre o apoio incondicional da AR.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  3. serolmar Says:

    Do meu ponto de vista, dizer que vivemos em democracia é um abuso de linguagem. De facto, tal sistema político deveria proteger uma série de liberdades – vide

    http://www.ohchr.org/EN/UDHR/Pages/Language.aspx?LangID=por

    – ao invés de nos fazer crer piamente, mas de forma única, naquilo que designamos por “liberdade de expressão” cuja genuinidade depende do grau de educação do povo a que se destina.

    A palavra que me parece aproximar-se mais da realidade é “timocracia”. O sistema vigente é indubitavelmente de carácter timocrata.

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    • opaisquetemos Says:

      Caro Serolmar,

      Os meus agradecimentos pelo seu comentário.

      Concordo totalmente consigo. Infelizmente, a maioria do povo português, não é muito versado ou conhecedor de políticas.

      Quando expomos a realidade apenas como cidadão, surge para muitos a ideia de que os estamos a enganar e muitos recusam-se mesmo a dar atenção.
      O país está num caos que pelo andar deste governo ou outro eleito nos mesmos termos para o suceder, não nos vai tirar da lama em que estamos envolvidos na Europa e com as instituições financeiras.

      Na minha opinião, os portugueses não são apenas vítimas, mas também os culpados a que chegámos. Uma das culpas tem a ver em cegamente acreditarem neste sistema político, que intitulam “democrata”, esperando que o próximo governo eleito dentro das mesmas estruturas pode ser o salvador.
      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  4. Paula Says:

    Eu acho que a maioria do povo que vota não sabe que está a dar dinheiro para essas pessoas,além de não fazerem nada enterram o País e ainda se ri do Zé Povo .

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  5. José Gomes Says:

    Ora aí está uma proposta correcta. Na nossa democracia os eleitos não deixam a ” bola” para ninguém. É justo, portanto, que nós, os fieis votantes, os que embora sabendo escrever, (ou não), as suas cartas não contêm letras. São, têm sido, cartas em branco. Voltando à questão da bola, também gostaríamos de dar um pontapé de vez em quando.

    Lapalisse disse.

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  6. Jose Cunha Says:

    Pois eu deixei Portugal ja’ fez 18 anos e ja tbm nao votava desde essa altura, pela mesma razao. Portugal e’ tudo menos uma democracia, talvez para uma duzia de familias que se instalaram no poder depois do 25 de Abril e teem levado a nossa patria ao total descalabro!
    Precisamos de uma revolucao, mas nao de cravos desta vez…
    God Bless all

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