O QUE É UM SISTEMA DE DEMOCRACIA? QUEM TEME A SUSPENSÃO DO ACTUAL SISTEMA? OS PARTIDOS POLÍTICOS!

22 de Janeiro de 2013

O PAÍS QUE TEMOS, Política Nacional

Segundo a definição mais básica, democracia é um sistema de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos. De um modo geral, o povo expressa a sua vontade por meio da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram.

Em democracia, o maior órgão representante do povo deve ser o Parlamento (Assembleia da República). Mas como é possível em Portugal, com o sistema político em vigor, os deputados poderem representar os cidadãos, quando são seleccionados numa lista por cada partidos políticos, aos quais ficam a dever obediência, que lhes impõe a exigência sobre como votar, independente do voto poder ir contra os interesses e vontade dos cidadãos? Isto não se trata de uma democracia. Este sistema, é um sistema de ditadura de partidos políticos, com interesses em jogo, nos quais não protegem ou beneficiam os direitos e bem-estar do povo.

Há dias publiquei um artigo em que afirmei que Portugal precisava de 4 anos sem democracia. Fiquei espantado e feliz, porque contrariamente ao que eu esperava, agressividade, lembrando do que aconteceu quando Manuela Ferreira Leite sugeriu 6 meses sem democracia, a maioria foram apoiantes. Isso significa que cada vez mais portugueses, compreendem que o sistema político instalado, não vai tirar Portugal do buraco em que se encontra, mas enterrar o país cada vez mais. Como sempre, houve um pequeno número de leitores que ficaram revoltados. Mas, como em tudo na vida, há sempre excepções, tais como pessoas ignorantes sobre política ou mesmo conhecimento da definição básica do que é democracia. Mas, os principais oponentes às minhas ideias são todos os que vivem apoiados nos partidos políticos, como parasitas oportunistas dos cidadãos.

Acredito na democracia. Mas não no sistema democrático que os partidos políticos produziram ao redigir a constituição política do país. A actual constituição política, protege os interesses dos partidos, sem qualquer respeito pela vontade dos cidadãos.

Há 2 opções possíveis a tomar pelos portugueses, sendo a melhor, segundo os meus conceitos democratas, a mais difícil de alcançar.

OPÇÃO 1 – Reformar a Constituição no respeitante à constituição do sistema político instalado.

  • Os deputados representantes de cada distrito devem ser eleitos individualmente pelos eleitores de cada distrito. Só desta forma, cada deputado poderá votar de consciência, protegendo os interesses dos seus eleitores, sem ser afectado politicamente pela opressão do seu próprio partido.

Dar continuidade ao sistema eleitoral actual, votar em listas de partidos, é votar a favor dos interesses dos partidos, obrigando cada deputado eleito à obediência do voto partidário. Também, em listas organizadas pelos partidos, o trigo e o joio estão misturados.

  • Reduzir o número de deputados. É insustentável o actual número de representantes, 230, para 10 milhões de cidadãos. Os EUA, para 250 milhões de cidadãos, com umapopulação 25 vezes maior, têm 535 membros (435 congressistas e 100 senadores).
  • Permitir a qualquer cidadão em pleno uso dos seus direitos de cidadania o acesso à candidatura a deputado como independente, dependendo de um número a estipular de assinaturas de apoio.
  • Eleger um Presidente da República activo, com poderes executivos. As funções do actual Presidente da República, não passam de um mero símbolo da república, que salvo casos muito extremos e se o mesmo possuir carácter de liderança e imparcialidade partidária, poderá intervir, na maior parte das vezes tarde demais. O actual PR não passa de um Embaixador da República Portuguesa para representação simbólica do país em meios diplomáticos.

Esta opção, ainda em linhas básicas, certamente que o actual regime político jamais irá propor, porque seria actuar contra os seus próprios interesses. Só um Governo de Salvação Nacional teria poderes, ainda que possivelmente inconstitucionais, segundo a actual constituição do país. Também, a nível da Comunidade Europeia, poderiam surgir algumas complicações. Mas, será que Portugal já perdeu toda a sua soberania para decidir internamente os interesses dos seus cidadãos sem a opinião e aceitação de poderes externos? Se isso é verdade, então já não temos soberania.

Esta opção, constitui a formação de um verdadeiro sistema democrático, ainda que imperfeito porque perfeição não existe, o povo será directamente representado pelos seus representantes. Este sistema dá maiores poderes à AR e uma ligação directa com o PR. Digamos que o cargo do primeiro ministro deixa de existir, passando a vice-presidente, sob a autoridade do PR.

Para esta opção ter viabilidade de sucesso é preciso o apoio da maioria dos portugueses, de todos os percursos de vida. É preciso demonstrar publicamente que já basta de viver de promessas e ilusões e queremos algo que possa modificar o presente e dar garantias aos jovens de um futuro com melhores probabilidades de sucesso.

OPÇÃO 2 – manter o actual sistema político

  • Manter o sistema eleitoral actual, permitindo aos partidos políticos a eleição de deputados através de listas com a escolha de candidatos, consoantes os interesses e preferências internas dos partidos.
  • Permitir a reforma constitucional, no respeitante aos direitos sociais dos cidadãos, consentindo todos os cortes na saúde, na educação e em tudo respeitante aos benefícios sociais de sobrevivência, como as reformas.
  • Permitir cortes colectivos dos postos de trabalho a todas as grandes empresas, incluindo o Estado, o maior patrão.
  • Manter todas as mordomias do Estado.

Aceitar esta opção, é estar conformado com tudo o que temos e não temos. Para quê comentar? Lamentar? Contestar? Criticar? Se não conseguirmos decidir o que é melhor para nós, como esperar que aqueles que vivem à nossa custa, vão decidir no nosso melhor interesse?

No artigo intitulado “ PORTUGAL PRECISA DE 4 ANOS SEM DEMOCRACIA”, deixei algumas alternativas ao governo. Hoje, apresento duas opções políticas. Com a primeira, certamente será necessário uma intervenção política e mesmo não só, bastante forte para ser implantada. A segunda opção, não requer qualquer trabalho ou iniciativa dos cidadãos. Mas, a seu tempo acabará em miséria, doença e revolução social.

Contrariamente ao governo que não faz o trabalho de casa, limitando-se a copiar, colar e repetir os mesmos erros consecutivamente, eu fiz o meu trabalho. Compete agora a cada cidadão fazer a sua decisão.

A sondagem que aqui deixo no site é bastante básica. Mas, as escolhas podem ter um impacto crucial na vida de cada um de nós.

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About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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11 comentários em “O QUE É UM SISTEMA DE DEMOCRACIA? QUEM TEME A SUSPENSÃO DO ACTUAL SISTEMA? OS PARTIDOS POLÍTICOS!”

  1. Sólon Says:

    A MONARQUIA é o único regime que está ínsito nas raízes, na alma e nas tradições do Povo Português. Os 100 anos desta republiqueta – nascida no sangue derramado por D. Carlos e seu filho – demonstram à saciedade que a república é um antro de partidos e de gente voraz e sem escrúpulos que apenas quer satisfazer as suas ânsias de dinheiro e de vaidades ocas… desde o simples pres. de junta até o PR imbecil e covarde que temos…

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  2. serolmar Says:

    Por incrível que isso possa parecer, a problemática dos partidos políticos foi analisada por Fernando Pessoa (http://serolmar.wordpress.com/2008/07/15/portugal-o-preconceito-da-ordem-e-a-doenca-da-disciplina/), texto do qual aponho um pequeno excerto:

    «Somos incapazes de revolta e agitação. Quando fizemos uma «revolução» foi para implantar uma coisa igual ao que já estava. Manchámos essa revolução com a brandura com que tratamos os vencidos. E não nos resultou numa guerra civil, que nos despertasse; não nos resultou uma anarquia, uma perturbação das consciências. Ficámos miserandamente o mesmos disciplinados que éramos. Foi um gesto infantil, de superfície e fingimento.
    Portugal precisa de um indisciplinador. Todos os indisciplinadores que temos tido, ou que temos querido ter, nos têm falhado. Como não acontecer assim, se é da nossa raça que eles saem? As poucas figuras que de vez em quando têm surgido na nossa vida política com aproveitáveis qualidades de perturbadores fracassam logo, traem logo a sua missão. Qual é a primeira coisa que fazem? Organizam um partido… Caem na disciplina por uma fatalidade ancestral.
    Trabalhemos ao menos – nós, os novos – por perturbar as almas, por desorientar os espíritos. Cultivemos, em nós próprios, a desintegração mental como uma flor de preço. Construamos uma anarquia portuguesa. Escrupulizemos no doentio e no dissolvente. E a nossa missão, a par de ser a mais civilizada e a mais moderna, será também a mais moral e mais patriótica.»

    Repare-se que o autor do texto não viveu o suficiente para assistir à revolução do 25 de Abril – a revolução a que se refere foi a da instauração da República que, como sabemos, conduziu à inevitabilidade do Salazarismo. Tem um cariz algo profético porque descreveu, com uma exactidão monumentalmente superior à dos textos de Nostradamus, algo que viria a acontecer quase meio século mais tarde, em 1974:

    «As poucas figuras que de vez em quando têm surgido na nossa vida política com aproveitáveis qualidades de perturbadores fracassam logo, traem logo a sua missão. Qual é a primeira coisa que fazem? Organizam um partido… Caem na disciplina por uma fatalidade ancestral.»

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    • Vitor Says:

      Podemos ver o estado de coisas que nunca mudaram ao longo dos anos em vários livros dos nossos maiores escritores e poetas.

      Luís de Camões, Eça de Queirós e Fernando Pessoa são dos maiores exemplos disso.

      Também não convém esquecer que o 25 de Abril foi um golpe militar!

      O povo sempre foi igual e continua igual. No passado pode-se dizer que era falta de educação, informação. Mas hoje em dia continua igual, porquê?

      Isto é devido a um grande sistema instalado. Enquanto tivermos a maior parte da população activa subordinada ao patrão estado, empresas do estado, empresas privadas dependentes do estado isto vai continuar N vezes sem conta. As pessoas não se preocupam com o sistema político, até estão bem com ele e casados com ele. As pessoas estão é preocupadas é com a barriga delas e tudo o que querem é que não as incomodem.

      Basta ir a um grande supermercado de uma grande cidade para vermos que quando chega altura dos funcionários públicos receberem apresenta um fluxo anormal de pessoas. O mesmo não acontece quando os privados recebem no final do mês. Nestas pequenas coisas vemos como o poder do estado e da máfia política tem a maior parte dos Portugueses todos na mão.

      Mesmo que tenhamos pessoas que não concordam com muitas coisas que os políticos fazem elas vão sempre votar nos mesmos para assegurar segurança e estabilidade no posto de trabalho e quem sabe conseguir alguma entrada para segurar o futuro dos filhos. Lá pelo facto das pessoas terem liberdade nos dias de hoje, de pensarem por elas próprias e de expressarem a sua opinião não significa que depois agem em conformidade com as suas convicções. A vida ensina a muitas pessoas que para sobrevivermos temos que engolir muito sapo e lá por termos pensamentos diferentes isso não significa que podemos lutar por eles. Até que isso pode custar a nossa subsistência. E não esquecer que as marcas do passado na nossa sociedade ainda continua.

      O nosso povo nunca foi de encarar os problemas de frente mas sempre de arranjar esquemas alternativos de contornar a lei de forma a evita-los. Desde o pequeno comerciante que foge aos impostos, à contratação de pessoal sem contrato de trabalho, aos falsos recibos verdes. O mesmo também se reflete nas classes política e alta sociedade onde existe esquemas com bancos, zé das medalhas e tantos outros. Pois é os políticos e os “ricos” também são povo e também agem como qualquer cidadão português. A única diferença é que eles tem mais poder e usam diferentes ferramentas.

      Não é só o privado ou o zé que faz isto tudo, o próprio estado também anda metido em esquemas durante a realização de obras publicas, lavagem de dinheiro, é a maior entidade contrata pessoas em falsos recibos verdes, etc….

      Não esqueçamos que até há pouco tempo o zé que fugia aos impostos era encarado como esperto e tinha o seu mérito por parte dos outros cidadãos.

      Não vamos andar aqui apontar o dedo aos partidos políticos como responsáveis disto tudo. Também temos que ter a inteligência de perceber que nós também somos responsáveis, ao fim ao cabo o que temos no parlamento é um reflexo da nossa sociedade. Como devem saber, se conseguíssemos tributar 30% do que circulou na economia paralela nos últimos 15 anos dava para pagar todas estas dividas.

      O problema é que os portugueses, desde o zé até ao político e rico, todos andaram viver direta/indiretamente ( está tudo ligado como expliquei ) à custa de dinheiros públicos e banca. E para além disso o povo fugiu aos impostos enquanto pode durante todo este tempo. No meio disto tudo houve sempre vitimas e com esta crise mais vão existir.

      O zé começa a perceber agora que se calhar deveria ter um contracto de trabalho quando foi trabalhar para o restaurante. Agora nem com contracto e a lei a nosso favor conseguimos ter alguns direitos, quanto mais sem a lei do nosso lado.

      Todos nós adultos sabemos que isto aconteceu e acontece na nossa sociedade. A autoridade e as pessoas nunca fizeram nada para mudar. Acreditamos que se denunciarmos estes casos o mais certo é estarmos a prejudicar a pessoa que foi contratada pois vai perder o seu posto de trabalho. Além do mais ela fica marcada como um alvo negro e os outros patrões de restaurantes não irão contrata-la porque já sabem que é alguém que vai dar problemas.

      Vivemos numa aldeia grande cheia de corruptos. Compadrio entre poder político/económico, tudo faz parte de um grande sistema. Isto é válido nas grandes cidades como nas pequenas aldeias. As noticias correm de pressa e como tudo está inserido no sistema é difícil de remar contra a maré. Muita gente tem que se adaptar a esta sociedade para conseguir a subsistência dos seus e dos filhos.

      Temos que deixar de ser hipócritas e perceber que a mudança que é necessária para este pais verdadeiramente mudar tem que ser algo interior, na maneira como a sociedade funciona. E para isso acontecer vai ser necessário passar muitas gerações. Existe uma maneira mais rápida disso mudar, não sei se é melhor. É rebentar uma guerra civil. Mas como o povo português é calmo e sereno isso provavelmente não irá acontecer. Também é algo que eu não desejo a ninguém, mas reconheço para que as coisas mudem vai ser preciso muito tempo e não estarei vivo para confirmar para ver se realmente mudou.

      Esta iniciativa pode ser um começo para que as coisas mudem mas temos que entender que é necessário mudar algo mais profundo.

      Atentamente,
      Vitor

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  3. RV Says:

    Gostava de partilhar este artigo que espelha o pais que temos, (o real).

    Notícia do Diário de Notícias de 6 de Dezembro de 2012.

    por Agência Lusa

    “Maus tratos “hediondos” e casos graves de negligência chegam cada vez mais às unidades de saúde, alerta a coordenadora do núcleo de crianças e jovens em risco do Hospital D. Estefânia

    Os maus tratos físicos e a negligência a crianças estão a aumentar com as dificuldades das famílias, que não conseguem assegurar necessidades básicas como alimentação, vestuário e uma casa digna, alerta uma dirigente da Sociedade Portuguesa de Pediatria.

    Deolinda Barata é presidente da secção de pediatria social daquela Sociedade e coordena o núcleo de crianças e jovens em risco do Hospital D. Estefânia (Lisboa), onde tem assistido a situações que não surgiam na prática clínica “há 20 ou 30 anos”.

    “Estamos a andar para trás na história dos maus tratos. E voltámos a ver maus tratos hediondos”, disse à agência Lusa, atribuindo esta situação, em parte, ao desespero das famílias que, quando excluídas, perdem as suas referência e veem-se “privadas de dar um colo aconchegante” aos filhos.

    A pediatra não tem dúvidas de que “os maus tratos vão aumentar e de uma maneira brutal, indigna e dolorosa” para as crianças.

    A negligência é uma destas formas de maus tratos que é cada vez mais frequente e “devastadora”.

    “Não dar um vestuário, alimentação, casa e carinho pode não parecer tão penalizador como o mau trato físico”, afirmou, avisando, contudo, que se as feridas do corpo podem sarar, “as da alma” são mais inultrapassáveis.

    Segundo Deolindo Barata, algumas famílias têm dificuldade em cumprir as necessidades básicas das crianças, como a alimentação, havendo cada vez mais casos de menores com sinais de uma nutrição inadequada e até bebés com meses a beber leite de vaca.

    A par da negligência, começam a surgir nos serviços de saúde mais casos de maus tratos físicos, que os profissionais já não estavam habituados a ver e “com uma roupagem cada vez mais difícil de descodificar”.

    Por isso, a responsável da Sociedade de Pediatria alerta os profissionais de saúde para estarem “muito mais atentos”, nomeadamente às justificações que as famílias apresentem perante eventuais casos de fraturas ou acidentes, que podem esconder maus tratos.

    O abandono de bebés e crianças começa também a ser “uma chaga social”, a par dos casos de abuso sexual.”

    Onde é que isto vai parar? ainda dizem que estamos a ter sucesso na recuperação económica? a que custo? é este o caminho?

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    • opaisquetemos Says:

      Caro R. Vieira,

      Obrigado pelo seu comentário e por partilhar connosco esta notícia sobre aus tratos a crianças publicada no Diário de Notícias.

      Infelizmente, estes casos com crianças e também casos com idosos, são cada vez mais na socieade em que vivemos.

      Vive-se um dos momentos mais tristes da História de Portugal. Muitas crianças ficarão com ferimentos psicológicos para o resto das suas vidas. Muitos idosos acabam por sucumbir precocemente, devido as dificuldades económicas, abandono e também maus tratos corporais.

      No entanto, não apenas a crise económica é responsável por todos os danos físicos e psicológicos causados a crianças e idosos. A falta de civismo por muitos na sociedade, contribui para o agravamento da crise que atravesssamos. Há medida que o agravamento da situação económica e social do país se prolonga, mais serão os casos detectados a cada hora.

      Notícias como esta devem ser divulgadas por todos os meios de comunicação ao nosso alcance.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  4. Jorge Rosa Says:

    Este artigo representa muito bem a minha ideia! É incrível é haver pessoas a correrem para as urnas com medo que o seu partido perca (tal como se fosse um clube de futebol, ou religião). Eu denomino esse fenómeno, por parte dos políticos “xica esperteza”, e por parte dos eleitores “burrice e estupidez”. Será que não vêm que partidos (franchisings, clãs, famílias, clubes, máfias, lobbies, maçonarias) NUNCA podem governar um país?….
    Antigamente, era falta de informação (o que desculpa muita coisa).
    Mas hoje em dia, é preciso ser mesmo estúpido para se chamar a este sistema “democracia”. A democracia são indivíduos (INDIVÍDUOS!!) votados por todos nós (sem partidos nem afiliações partidárias, onde reina a prostituição de ideias (argumenta-se de acordo com o que render mais, ou de acordo com os amigos partidários, para nossa conveniência) e a obrigação comum de estar de acordo com toda a sua “equipa”, para nosso proveito, e negociações (NEGOCIAÇÕES!!) de decretos de leis!, etc, etc, etc…).
    A democracia são indivíduos, como o “João” que sabemos como apresentou determinada proposta de lei no parlamento, e ficamos a saber o nome do seu autor, e assim, será responsabilizado pela sua ideia (boa ou não). Agora leis de treta, onde os responsáveis por elas e pelos seus efeitos… Não existem!…. Incrível como isto acontece, e mais ainda como deixamos acontecer!
    Caramba é preciso ser mesmo estúpido para consentir e concordar com isto, que é o sistema que temos actualmente! Agora sim, que já “dói a barriga”, pode ser que os Portugueses puxem pela cabeça, ou não…………..
    (Lamento o calão, mas faz parte do Português, por isso entendo que exista para ser usado, embora, mesmo assim este fica muito aquém da intensidade que eu gostava de demonstrar)

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  5. AGomes Says:

    Muito bom Sr. Carlos Piteira, sem sombra de dúvidas que a 1º opção deverá ser a considerada.

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  6. Vitor Says:

    Concordo com a sua visão de sistema democrático.

    Apesar de ser um caminho que vai ser muito penoso devido aos poderes instalados, convinha-se fazer um estudo para determinar se maioria da população iria apoiar esta mudança.

    Sou totalmente de acordo seguirmos por este caminho mas com o actual sistema político instalado, maior empregador é o estado, mais as empresas do estado, as empresas privadas que vivem à custa das negociatas com os partidos políticos. Claramente vemos que isto é tudo um grande dado viciado. Maior parte da população activa e suas respectivas famílias estão todas metidas neste grande jogo que é a “liberdade” e “democracia” em Portugal, onde a promiscuidade e corrupção fluem como a água de uma grande cascata.

    Acho que vai ser muito difícil de mudar as coisas se o povo não apoiar de facto esta mudança. Muitos podem dizer que estão contra o estado em que as coisas se encontram, mas depois a realidade é que depois fazem outra coisa devido às influências económico-politicas. E exemplos disto vê-se todos os dias, na atitude das pessoas. Desde o operário até aos cargos de chefia. Parece que isto foi uma das muitas coisas que se calhar herdamos de outros tempos. Muitos que não se conseguiram enquadrar neste regime emigraram há muito tempo. Outros regressaram anos depois para passar o resto das suas vistas no seu país de origem. Conheci casos de muitos que na crise da década 80 perderam trabalho, casa, carro e meios de alimentar a família só porque não apoiaram determinados partidos políticos (isto tudo no meio de ambiente privado). E infelizmente continua ser assim, quanto maior a crise pior!

    Contudo quero deixar aqui bem claro que dou todo o apoio para esta mudança, seja através deste movimento ou de outro que tenha o mesmo propósito. E que em altura que me seja dado o poder de tomar a decisão, através de referendo ou outro método eu darei o meu voto a favor destas alterações.

    Apenas queria com este comentário salientar muito dos ambientes que a sociedade Portuguesa vive, talvez de heranças do passado, mas que também explicam muito porque é que os partidos sempre fizeram o que quiseram e como apeteceram. O povo não abriu os olhos antes de tudo isto acontecer porque nunca foi parte interessada. O povo também faz parte do problema. Enquanto houve dinheiro a correr da UE, emprestado dos mercados e as contratações massivas no sector público, o povo não se preocupou.

    Basta olhar para os estudos de opinião pública e vemos que se houve-se eleições agora, possivelmente o PS iria ganhar. Dá para ver claramente andamos sempre no mesmo e a culpa não é dos partidos mas sim do povo como eu já expliquei.

    O povo Português (os que vivem em Portugal ) durante muitos anos se acomodaram, sempre preferiram a segurança deste sistema de casamento entre poder económico/político. Ofereceu trabalho para a vida e segurança para eles para os amigos e para a família. Não vou criticar este modo de vida afinal faz parte dos nossos instintos, se nos derem o pão sem exigir nada nem explicarem como consegue o dinheiro para o comprar, também não vamos preocupar, desde que seja para a vida toda!

    Pois é, mas a bolha tinha que arrebentar algum dia e como no passado aconteceu, isto vai ser mais um loop de um jogo viciado. Vivemos tempos diferentes mas se olharem para a história da republica e da democracia em Portugal isto foi sempre o mesmo jogo. Uns dias melhores outros melhores, amanhã estamos em crise, no outro dia estamos um bocadinho melhores, mas não passamos da cepa torta!

    Eu cá prefiro viver numa sociedade onde posso tomar as minhas opções de livre forma e ter um futuro incerto. Ter o futuro incerto e ele só depender de mim pode ser algo que não seja do agrado de todos.Tanta incerteza pode causar confusão a muitas cabeças, viver num mundo com tanta insegurança pode fazer confusão. Para essas pessoas se calhar é melhor não pensar nisso e deixar que o sistema continue. A história irá se repetir vezes e vezes sem conta se o povo não mudar o seu modo de vida e a maneira de pensar.

    No dia em que o povo mudar de vida e deixar de compactuar com o atual sistema político/económico e as coisas então irão mudar e com certeza que irá ter muitos apoiantes destas alterações no sistema democrático.

    Espero é que com esta crise abra os olhos ao povo para que as coisas mudem, mas com o sistema instalado isso pode ser uma missão impossível.

    Cumprimentos,
    Vitor

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  7. Micael Says:

    Esse, ou um modelo de sociocracia, seria uma mudança desejável da minha parte.
    Ver link http://www.pedagogiasocial.com.br/home/images/stories/artigosetextos/Artigos_006.pdf

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