Estado injecta 1,1 mil milhões no Banif e fica com 100% de responsabilidade da dívida em caso de falência do banco

3 de Janeiro de 2013

Economia

Para além da má gestão, manipulação para negociatas e corrupção das Parcerias Público Privadas, sempre que há fogo na Banca os contribuintes são também chamados para apagar o incêndio.

Primeiro foi o Banco Português de Negócios, BPN, que ninguém nunca conheceu ao certo qual foi o montante de prejuízo que o Estado, ou seja os contribuintes, têm de pagar por corrupção de banqueiros, oriundos do governo de Cavaco Silva enquanto primeiro ministro. O anterior governo de José Sócrates, assumiu a gestão do banco, criando uma dívida de milhares de milhões. O actual governo, fez uma negociata na qual foi pior a emenda que o soneto. Mas que esperar do tipo de governantes que o país tem?

Agora chegou a vez do Banco Banif, tecnicamente em maus lençóis de gestão e á beira de bancarrota, mas que o governo sempre de mãos dadas com a Banca, se apronta para apagar mais um incêndio à custa dos impostos insustentáveis aplicados aos portugueses.

O Estado ao ficar com 60% do Banif, certamente acabará com a responsabilidade de 100% das responsabilidades de dívidas da instituição bancária, o que é típico dos negócios do Estado. Se o BPN era privado e o governo assumiu total responsabilidade, porque não com o Banif, quando há um investimento de 60%?

Desconhece-se qual o Banco que se seguirá. Mas como sempre, os contribuintes são sempre os últimos a saberem.

O impressionante é que nenhum administrador de PPP ou banqueiro acaba por ser julgado, condenado e em prisão efectiva. Muitos até acabam por processar o Estado, exigindo indemnizações. Mas não fiquemos por aqui. A nenhum dos protagonistas envolvidos nestas manipulações da Banca, lhes é removido qualquer pensão ou benefícios vitalícios adquiridos, permitindo-lhes a vida de luxo que sempre possuíram.

Na realidade, centenas de milhares de empresas e milhões de portugueses, têm ao longo dos últimos anos visto os seus negócios e vidas sido destruídas por esta crise incendiária, que o governo tem colaborado em atiçar mais as labaredas a cada dia com austeridade, em lugar de procurar meios para aliviar as chamas e os danos causados.

Ao contrário do que acontece com os banqueiros, os cidadãos veem as suas vidas destroçadas, caindo aos níveis mais baixos da sociedade, com seus bens penhorados, julgados e condenados, podendo enfrentar prisão efectiva, como ainda agora aprovado pelo governo a quem deva 3.500 € à Segurança Social. Enquanto que aos banqueiros, as suas pensões e benefícios vitalícios são intocáveis por direitos adquiridos, o cidadão comum, não possui direitos adquiridos, podendo perder parte das suas pensões e subsídios de apoio de sobrevivência e cada vez menos benefícios de direitos sociais.

Quando já não acreditamos em promessas ou previsões de um governo desacreditado pela sua incompetência e actuação mesmo duvidosa, Como podemos acreditar no amanhã?

Ler a petição: Parlamento-Os Velhos do Restelo. Se concordar com a iniciativa, assine e divulgue.

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About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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6 comentários em “Estado injecta 1,1 mil milhões no Banif e fica com 100% de responsabilidade da dívida em caso de falência do banco”

  1. Jose Sequeira Mendes Says:

    Uma forma de controlar os Politicos Corruptos com as armas que temos eh retirar a possibilidade de o pS PSD e CDs juntos pdetrem formar governo ainda que coligados … ah pois que distribuir os votos pelos outros Partidos e dar por certo mais voz ao PCP pois eu nao acredito que eles comam crancinhas ao pequeno almoco ….

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    • opaisquetemos Says:

      Caro Sequeira,

      Os meus agradecimentos pelo seu comentário e sugestões.

      Tal como em todos os rebanhos, também em todos os partidos políticos, sem excepção, há ovelhas ranhosas, ou oportunistas, como o caso actual da presidente da autarquia de Palmela, do PCP, que aos 48 anos se reforma.
      Como tenho várias vezes referido, sou contra este sistema político constituído por partidos políticos, que embora publicamente, façam o jogo do gato e do rato, quando toca a eles se defendem com garras, indiferentes da opinião pública ou de afectarem o bem-estar do povo que representam.

      O país precisa de um Governo de Salvação Nacional de individualidades, com conhecimentos, experiência de vida e com amor à bandeira, independente do que possam usufruir ou beneficiar pessoalmente. Se conhece algum nome que se enquadre nestre perfil, por favor mencione.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  2. José da Cunha Says:

    E que importância tem a Alemanha? (Luis Martins)
    God Bless USA

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  3. opaisquetemos Says:

    A carta aqui publicada não é da autoria de opaísquetemos, mas solicitada a sua publicação por um dos leitores. Estando de acordo com o texto da mesma, aqui a deixamos na íntegra:

    Uma carta supostamente subscrita pelo Prof. António Alves Caetano sobre a “guerra aos pensionistas” declarada pelo do nosso PM e pela Comissão Liquidatária que Governa Portugal.

    ==================

    Estimados Amigos,

    Como os jornais não publicam as cartas que lhes remeto e preciso de desabafar, recorro aos meus correspondentes “Internéticos”, todos os amigos que constam da minha lista de endereços. Ainda que alguns não liguem ao que escrevo.
    Não sei a que se refere o Senhor Primeiro-Ministro quando afirma ser a penalização fiscal dos pensionistas resultante de todos aqueles que, em Portugal, “descontaram para ter reformas, mas não para terem estas reformas”.
    Pela fala do Senhor Primeiro-Ministro fica-se a saber da existência de pensões de aposentadoria que estão acima daquilo que resultaria da correta aplicação do Cálculo Atuarial aos descontos que fizeram.
    Sendo assim – e não há razões para admitir que o Senhor Primeiro-Ministro não sabe o que diz – estamos perante situações de corrupção. Porque o Centro Nacional de Pensões e a Caixa Geral de Aposentações só podem atribuir pensões que resultem da estrita aplicação daqueles princípios atuariais aos descontos feitos por cada cidadão, em conformidade com as normas legais.
    Portanto, o Estado tem condições de identificar cada uma dessas situações e de sancioná-las, em conformidade com a legislação de um Estado de Direito, como tem de sancionar os agentes prevaricadores, que atribuíram pensões excessivas.
    Mas, é completamente diferente a situação face aos cidadãos que celebraram contratos com o Estado. Esse contrato consistia em que, ano após ano, e por catorze vezes em cada ano, o cidadão entregava ao Estado uma quota das suas poupanças, para que o mesmo Estado, ao fim dos quarenta anos de desconto lhe devolvesse essa massa de poupança em parcelas mensais, havendo dois meses em que era a dobrar, como acontecera com os descontos.
    E tem de ser assim durante o tempo em que o cidadão estiver vivo e, em parte mais reduzida, mas tirada, ainda, da mesma massa de poupança individual, enquanto houver cônjuge sobrevivo.
    E esta pensão tem o valor que o Estado, em determinado momento, comunicou ao cidadão que passava a receber. Não tem o valor que o cidadão tivesse querido atribuir-lhe.
    Portanto, o Estado Português, pessoa de bem, que sempre foi tido como modelo de virtudes, exemplar no comportamento, tem de continuar a honrar esse estatuto.
    Para agradar a quem quer que seja que lhe emprestou dinheiro para fazer despesas faraónicas, que permitiram fazer inumeráveis fortunas e deram aos políticos que assim se comportaram votos que os aconchegaram no poder, o Estado Português não pode deixar de honrar os compromissos assumidos com esses cidadãos que, na mais completa confiança, lhe confiaram as suas poupanças e orientaram a sua vida para viver com a pensão que o Estado calculou ser a devida.
    As pensões que correspondem aos descontos que cada qual fez durante a vida ativa nunca poderão ser consideradas excessivas. Esses Pensionistas têm de merecer o maior respeito do Estado. Têm as pensões que podem ter, não aquelas que resultariam do seu arbítrio.
    E é este o raciocínio de pessoas honestas. Esperam que o Estado sempre lhes entregue aquilo que corresponde à pensão que em determinado momento esse mesmo Estado, sem ser coagido, lhes comunicou passariam a receber na sua nova condição de desligados do serviço ativo. Ou seja, a partir do momento em que era suposto não mais puderem angariar outro meio de sustento que não fosse a devolução, em fatias mensais, do que haviam confiado ao Estado para esse efeito.
    Os prevaricadores têm de ser punidos, onde quer que se situem todos quantos permitiram que, quem quer que seja, auferisse pensão desproporcionada aos descontos feitos, ou mesmo, quem sabe, sem descontos. Sem esquecer, claro está, os beneficiários da falcatrua.
    Mas, é impensável num Estado de Direito que, a pretexto dessas situações de extrema irregularidade, vão ser atingidos, a eito, todos aqueles que, do que tiraram do seu bolso durante a vida ativa, recebem do Estado a pensão que esse mesmo Estado declarou ser-lhes devida.
    Como é inadmissível que políticos a receberem ordenado de função, acrescido de benesses de vária ordem proporcionadas por essa mesma função, considerem que pensões obtidas regularmente, com valores mensais da ordem de 1.350 Euros proporcionam vida de luxo que tem de ser tributada, extraordinariamente.
    António Alves Caetano

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    • Luís Martins Says:

      O grande problema deste país foi o povo ter sempre votado em partidos politicos que são dirigidos por politicos gatunos vigaros e traidores.
      Em menos de 36 anos conseguiram por Portugal na bancarrota por três vezes, assassinaram a nossa moeda do escudo que representava a nossa soberania e independencia economica, endividaram o Estado através de negocios ruinosos, altos salarios e mordomias para os politicos e boys, carradas de gentes empregadas no Estado desnecessáriamente, assassinaram as pecas a agricultura e a industria, pagaram reformas muito acima do que os pensionitas descontaram ao longo das suas carreiras contributivas, a agora chegou-se ao descaramento total de confiscarem salarios e reformas e alimentarem os bancos falidos com o dinheiro dos contribuintes, o pote das reformas está falido porque as poupanças dos reformados foram investidos na divida publica.
      Agora é o caos total, estão a assassinar os pequenos negocios e as pequenas empresas, prevejo se nada se fizer por este andar em 2014 Portugal terá 30% do povo no desemprego, e uma guerra civil nas ruas e a Europa será uma fogueira a arder lentamente com os paises a fugirem do euro como o diabo da cruz.
      Já avisei há muito tempo atrás, estamos a semear as sementes de uma grande guerra mundial pois estão a fazer os mesmos errros e crimes do grande crash de 1929 que originou a grande depressão, e já estamos em,plena grande depressão, pois 2013 será o ano que até a Alemanha terá uma recessão na sua economia.

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      • opaisquetemos Says:

        Caro Luis Martins,

        Agradeço o seu comentário.

        Concordo plenamente com a sua opinião, a qual é a minha opinião.

        Já referi anteriormente que a Europa já está dentro da 3.ª guerra mundial. No passado dia 30 de Outubro escrevi um artigo intitulado: “ESTAMOS JÁ NA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL”.

        É indiscutível que a situação de Portugal está num estado total de degradação.

        Infelizmente, a maioria dos portugueses lamenta-se mas conformam-se, recusando a participar activamente numa mudança radical.

        Sinceramente,

        Carlos Piteira

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