O ESTADO CRÍTICO DA NAÇÃO

1 de Novembro de 2012

O PAÍS QUE TEMOS

SERÁ QUE PASSOS COELHO É MENTIROSO OU SOFRE DE DUPLA PERSONALIDADE?

Passo Coelho num espaço de  24 horas teve duas versões diferentes:

– De manhã afirmou que o pior estava passado.

– Há tarde afirmou que a situação é tão caótica que o país corre o risco de pedir segundo resgate.

Em que ficamos?

Pessoalmente, acredito que o seu grau de incompetência, como tenho afirmado várias vezes, é tão mau a nível de previsões e gestão, que se meteu num sarilho tal, do qual não sabe como resolver.

Este foi o candidato a primeiro-ministro que se recusou a votar a favor  do PEC IV de Sócrates, porque disse que não votaria mais aumento de impostos sobre os portugueses. MENTIROSO

Este foi o candidato a primeiro-ministro que disse que nunca retirava os subsídios de férias e de natal. MENTIROSO

Este foi o candidato a primeiro-ministro que disse aos portugueses, que tinha um plano de governo para resolver a crise, sem aumento de mais impostos. MENTIROSO

Este foi o candidato a primeiro-ministro que disse que estava preparado para governar juntamente com a troika e sem causar mais sacrifícios aos portugueses. MENTIROSO

Na realidade, José Sócrates assassinou o país. Passos Coelho está com a missão de nos fazer o funeral e enterrar os portugueses bem fundo.

Analisemos:

1 – IRS sobe
2 – Recibos verdes pagam mais IRS
3 – Proprietários vão pagar mais IMI
4 – Menos deduções com habitação
5 – Carros, barcos e aviões de recreio pagam mais
6 – Pensões acima de 1.350 euros sofrem cortes
7 – Subsídios de desemprego e doença pagam taxa

O orçamento para 2013 é tal, que até mesmo no apoio ao funeral nos corta o subsídio em metade. Qual não é a previsão do aumento de funerais, que mesmo esse apoio social é reduzido. Certamente que com os cortes na saúde e a insuficiência de meios de sobrevivência para milhões de portugueses, mesmo para alimentação, as probabilidades de muitas vidas acabarem precocemente é tão elevada, que o governo achou prudente em reduzir o subsídio dos funerais em 50%. Para além de uma forma de reduzir despesas, através do corte de rendimentos, com impostos e corte nas deduções, não há qualquer tipo de incentivos. Para agravar mais as condições de vida, não apenas do presente mas também para remover benefícios sociais no futuro, Passos Coelho pretende modificar a constituição.

Pouco ou nada planeado a nível do desenvolvimento da economia. Mesmo a criação de um tal Banco de Fomento para apoio da economia, do qual eu tenho muitas dúvidas do propósito, segundo Faria de Oliveira, chairman da CGD, diz desconhecer e que não recebeu qualquer indicação para a criação do referido banco, o que é lamentável o governo noticiar algo que mesmo as pessoas mais integradas no assunto desconhecem. A queda da economia nacional vai continuar, com as consequências do agravamento do desemprego. Como já referi em artigos anteriores, a recessão será muito superior às previsões do governo e mesmo sem fim à vista. O défice do próximo ano, para além de não atingir a meta estipulada entre a troika e o governo, tem possibilidades de aumentar. O governo não devia ignorar que o actual controlo do défice é proveniente de receitas alcançadas desesperadamente com entradas de fundos, privatizações e empréstimos. Gradualmente, nada mais haverá para privatizar e com a queda do PIB e consequente a diminuição de impostos indirectos de transacções, nos próximos défices será mais complicado para se conseguirem melhores metas do défice, o que não é necessário ter uma licenciatura ou doutoramento em economia para compreender.

Portugueses, o ano 2013, ficará para a história do país como um dos momentos mais dolorosos de que há memória no nosso tempo de vida. Infelizmente, apesar de todos os sacrifícios a que nos obrigam, a situação tem tendência a agravar.

Acredito que este governo, mesmo com o plano B já pensado e muitos outros planos, com as seguintes letras do alfabeto que sejam entretanto pensados, este governo não tem hipótese de sobrevivência até final do próximo ano.

Mas aqui deixo uma pergunta: Quais as hipóteses que existem para elegermos outro governo com base nos políticos e partidos políticos que existem?

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O PS – SEM CREDIBILIDADE PARA GOVERNAR

Para além dos discursos do líder e outros membros influentes do partido, apenas de oposição a este governo, nunca nenhum membro do PS teve a coragem, honestidade e modéstia de admitir publicamente, que o PS é também responsável pelo estado da nação e que José Sócrates foi um dos maiores destruidores da economia nacional e do aumento de dívida. Pior do que errar, é não haver humildade para reconhecer e admitir publicamente a culpabilidade. Este partido, não tem credibilidade para governar.

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CDS-PP – TAMBÉM UM PARTIDO A NÃO MAIS SER VOTADO.

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou hoje que os estatutos do partido prevêem “consequências” para quem não respeitar o sentido de voto para um Orçamento do Estado, numa referência ao deputado madeirense que decidiu votar contra o documento. Esta tomada de posição, demonstra um partido que toma uma atitude de ditadura Salazarista, ao recusar o direito ao voto de consciência dos seus deputados, como deveria acontecer numa democracia transparente.

Este é o partido que tenta aparentar em campanhas eleitorais, ser um partido populista e de apoio a todos os sectores da sociedade mais desfavorecidos, mas que a sua preocupação principal é a ambição do poder a qualquer custo. ESTE É UM PARTIDO A NÃO MAIS SER VOTADO.

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O PROBLEMA COM PARTIDOS DA EXTREMA ESQUERDA, BE E PCP

Trata-se de partidos excessivamente radicais, que não reconhecem as obrigações para com as dívidas dos empréstimos obtidos e a diferença entre igualdade e equidade. Apoiam greves incondicionalmente de grupos de trabalhadores, muitos deles com benefícios e salários muito acima da média nacional (Ver Transportes). Exigem aumentos de salários, não me referindo ao salário mínimo nacional, num período crítico em que o essencial é manter os postos de trabalho existentes e conseguir mais empregos. Procuram por todo o meio o apoio de massas populares sem olhar a meios. Este tipo de partidos, ainda que reclamem a defesa dos populares, colocariam também o país numa situação delicada, tanto a nível nacional como internacional.

Como várias vezes, tenho referido, é importante a instalação de um Governo de Salvação Nacional, sem interesses partidários.

É importante termos um Presidente da República que tenha imparcialidade, e determinação de Estadista, não de um presidente que não passa de uma figura simbólica do sistema político, actuando mais ao nível de embaixador representativo do governo português, do que de um líder político em defesa dos interesses do povo que directamente o elegeu.

É importante que o número de deputados na Assembleia da República seja reduzido e que as funções da mesma, seja para representar o povo e não para proteger os partidos. O voto de cada deputado deve ser de consciência, representando os interesses dos constituintes que representam e não os interesses dos partidos. Os deputados devem ser eleitos directamente pelos constituintes dos distritos que representam e não por escolha partidária.

É importante investimentos do governo e privados, em todos os sectores da economia e por todas as zonas do país.

Sem esse dia chegar, o país tarde ou nunca entrará no caminho certo.

Leiam a petição: Parlamento-Os Velhos do Restelo. Se concordar com a iniciativa, apoie, participe e assine.

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About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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18 comentários em “O ESTADO CRÍTICO DA NAÇÃO”

  1. francisco neves Says:

    Boa noite, ja venho acompanhando o seu blog á algum tempo, e sempre com interesse e concordando com a sua visao do pais que somos. tenho 35 anos, felizmente ou por enquanto um emprego estavel, nao sendo politico ou funcionario publico,e dou a minha humilde opiniao. O que me leva a escrever, é que vejo, em praticamente toda a gente que da a sua opiniao, na rua, cafes, em blogs,foruns dos jornais, facebook, etc, uma total culpabilizaçao do estado do pais, aos politicos. Naturalmente que eles sao culpados pelas decisoes, pelo o que fizeram e pelo o que fizeram de conta que nao viram, ou o celebre ” na altura parecia a melhor decisao”, mas atribuir culpas é facil, procuras razoes , respostas e soluçoes, é que e mais dificil, porque afinal, de aonde vêm os politicos (?), nao sendo o pais uma monarquia, quer dizer que os nossos “lideres” provem do mesmo meio que o comum mortal frequenta, isto é, a sociedade, “eles” sao amigos de infancia de alguem, andaram nas mesmas escolas que muitos, falam a mesma linguagem que nos, e ate, nasceram e cresceram neste pais, se os politicos,sao corruptos e supostamente incompetentes, é porque a sociedade nao lhes exigue outra coisa. Uma sociedade, que aceita bem a corrupçao e a fraude, em que o chico esperto, e o idolo das massas, em que os esquemas de saque dos dinheiros publicos, sao encarados com naturalidade, e com interesse nao em denunciar,mas sim em os copiar, afinal as pessoas estao á espera do que(?), que os correctos e honestos é que cheguem ao poder! Uma sociedade corrupta, gera politicos corruptos, que por sua vez vao ser o exemplo para a sociedade. As pessoas falam muito nos paises do norte e centro da europa, que os paises funcionam, que la os trabalhadores sao bem remunerados e reconhecidos, que la os politicos sao competentes, que la os dinheiros publicos sao bem geridos, a razao, e nunca tendo visitando nenhum, so por fotos, artigos e documentarios, é que esses paises sao assim, por a sociedade assim o exige. Culpa-se agora o sistema governativo e eleitoral, é verdade,tem urgentemente de ser mudado, na verdade nao escolhemos ninguem, damos sim o poder a um partido para fazer o que bem entender, e ele agarra-se a essa legitimidade para o fazer, o sistema nao funciona, ja que os deputados nao passam de figurantes, e um governo com maioria, propoe e aprova no parlamento, nem que sejam as maiores barbaridades para o pais. Mas, nas eleicoes para as camaras municipais, ja nao é bem assim, á uma maior proximidade entre, eleitores e candidatos, podem concorrer listas independentes, e o que se ve, valentins, isaltinos, jardins, que para todo o pais sao corruptos, mas nas suas terrinhas sao os maiores, e vem depois a populaçao gritar gatunos e corruptos, bem, ser eles sao,mas acima de tudo, porque o podem ser. As pessoas, vao para as manifestaçoes, exigir empregos e melhores ordenados, mas, e depois, quando vao as compras, preocupam-se em tentar comprar produtos nacionais , é que sem empresas, nao ha empregos, sem empregos, nao ha contribuintes, sem contribuintes, nao ha receita de impostos, sem impostos, nao ha, estado social, e a soluçao, divida e mais divida, paga por impostos, paga pelo constante aumento da carga, sobre os contribuintes que vao sobrando. Se os portugueses querem um pais melhor, tem de o construir, tem de haver um sentido de pais, de naçao, de bem comum, a minha vida so vai melhorar, se a dos outras melhorar, o meu emprego, depende de os outros tambem terem emprego, so posso andar seguro na rua, se nao houver gente a roubar para ter de comer,mas quando falo com conhecidos sobre a compra de produtos nacionais, sobre termos de criar riqueza interna, o que me respondem ” eu quero la saber, eu compro o mais barato, quero saber é da minha carteira”. Esperança,nas novas geraçoes, como a minha e seguintes, pouca, o futebol é mais importante, emigrar é a unica soluçao, e viver a custa dos subsidios do estado, e bem mais facil de viver. O problema do pais, nao é de esquerda ou de direita, é de pessoas, é de mentalidade, é de uma gestao rigorosa, responsavel e com responsabilizaçao dos dinheiros publicos. Ate la é so, mentira, ilusao e demagogia.
    O meu bem haja, e os parabens por este espaço.

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    • opaisquetemos Says:

      Caro Francisco Neves,

      Os meus agradecimentos pelo seu comentário e apoio.

      A sua reflexão no respeitante ao tipo de políticos, partidos e governo, como também a atitude pela maioria dos cidadãos, que comentam publicamente contra a situação política e económica do país, mas não estão dispostos a participar numa modificação de percurso é uma realidade.

      A política, a economia e também a mentalidade do povo têm que modificar, para que o país possa viver com base na produtividade nacional e não dependendo indefenidamente de empréstimos e subsídios.

      Desejo-lhe as melhores felicidades na continuidade do seu emprego estável e tudo de melhor. Aproveito também a oportunidade para lhe pedir apoio na divulgação e participação, se possível na iniciativa que lançei, sobre o parlamento – Os Velhos do Restelo.

      Independentemente de tudo, agradeço sempre os seus comentários com as suas opiniões, ainda que possam por vezes serem críticas à minha visão sobre qualquer tema. Responderei sempre, o mais breve possível e serão sempre publicados, salvo o caso de o autor expressar, que não pretende o mesmo publicado.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  2. Carlos Borges Says:

    Sr.º Carlos Piteira,

    Obrigado pelas suas palavras. Mas às vezes, olho para o nosso país e penso muito no meu presente e futuro com preocupação. Talvez seja pessimista, não sei.

    Obrigado e continue com o seu bom trabalho por que é preciso bons exemplos.

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    • opaisquetemos Says:

      Caro Carlos,

      Os meus agradecimentos pelas suas palavras.

      Disponha sempre de enviar comentários, com propostas, opiniões ou mesmo críticas. Sinta-se livre para desabafar as suas incertezas. A publicação ou não de toda a sua correspondência dependerá do seu desejo ou não de a mesmo ser publicada.

      Agradeço também a divulgação do site e da iniciativa “Os Velhos do Restelo”, na qual a participação de todos é fundamental para que possamos ter sucesso na contribuição para um futuro melhor,particularmente para os jovens.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  3. Paula Says:

    Na minha opinião ,por aquilo que eu tenho ouvido é que as pessoas ainda teem medo de perder o que teem por isso não fazem nada.Um exemplo que me deram”meus pais fizeram o 25 Abril porque não tinham nada a perder,mas eu tenho minha casa para pagar”.Agora eu pergunto isto não seriá uma estratégia da Alemanha de endividar as pessoas e o país para que as mesmas fiquem sem autonomia e não tomar nenhuma atitude perante os acontecimentos .Brevemente seremos colonizados.Afinal fomos governados durante 60 anos pela Espanha e já agora também as nossas finanças só estiveram bem na ditadura por isso o povo só tem aquilo que merece.Só com uma revolção é que isto vai lá, quando o povo estiver morto de fome.Porque ainda a muita gente a comer a conta dos partidos”povo”.

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    • opaisquetemos Says:

      Cara Paula,

      Muito obrigado pelo seu comentário.

      Compreendo e concordo com o seu comentário. Mas, se nada fizer por ter medo de perder a casa que está a pagar, poderá acabar por perder a casa.

      Nunca nos devemos arrepender pelo que fazemos, mas sim pelo que podíamos ter feito e optámos por o não fazer.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  4. Jose da Cunha Says:

    Hi Zack, bateste mesmo na ferida…
    Aki aonde eu vivo quem ganha mais são os trabalhos pesados e duros, em Portugal quem ganha mais são os que estão sentados de caneta na mão!
    Os portugas na grande maioria estão muito mal habituados em relação a trabalhar a sério, só pensam em esquemas para «aldrabar» o trabalho e não querem ter responsabilidades, quanto mais aldrabão mais bem visto estás com a malta, só querem é boa vida e tudo fácil, só vivem de aparências e grandezas e não teem um chavo nos bolsos e vivem felizes porque não querem governar nem trabalhar, pagam a mercenários para trabalharem eles…e andam todos «inchados»
    Ainda a procissão vai no adro…

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    • opaisquetemos Says:

      Olá José Cunha,

      Dada a nossa assiduidade de contacto, bem como o mesmo percurso de lugares na vida, permita-me um abordagem menos formal.

      Na realidade, para além dos comentários que são publicados aqui no site, dezenas de e-mails que recebo diáriamente, são mais de jovens em princípos de vida e com um mundo de incertezas do amanhã, do que pessoas da minha geração, que apesar de críticas e dificuldades extremas de sobrevivência, aceitam passivamente a situação actual.

      Não me surpreende com a percentagem de 35% de jovens desempregados em Portugal sem expectativas de futuro, tenham ou não formação académica, o cenário é bastante delicado. Dizer para ter fé no amanhã é fácil. Mas as pessoas têm necessidades todos os dias, ainda que básicas para sobrevivência. Muitos destes jovens têm pais ou familiares que lhes dão um tecto e alimentos. Mas há muitos que dependem de si na totalidade. A menos que vejam uma luz de esperança ao fundo do túnel, poderão acabar no sentido contrário da vida com consequências graves para eles e mesmo causando vítimas de inocentes. Por vezes na luta pela sobrevivência todos os meios são usados. A necessidade pode fazer o ladrão e o criminoso.

      No país, não existem oportunidades de qualquer tipo de trabalho e a imagem ou ideia que muitos jovens têm sobre emigrar, conforme recomendam os nossos governantes, não é de todo realista do que terão de enfrentar pela frente.

      Emigrar, para além do estado de saúde e forma física da pessoa, além de formação académica ou algum tipo de experiência profissional, é essencial uma força e preparação psicológica muito forte, para enfrentar o primeiro impacto ao sair do país. Infelizmente, muitos desconhecem a realidade da emigração e acabam por cometer erros bastante dispendiosos que lhes deixam cicatrizes e perda de esperança para a maior parte da sua existência.

      Muitas vezes pergunto a mim mesmo, qual a razão da minha dedicação a tudo isto e porque consumo tanto tempo em escrever? Não tenho qualquer pretensão à vida política, o que nem era qualificado para tal. Para o ser, teria de me adapatar à corrupção e passar a ser um “yes man” para com os outros políticos, concordasse ou não, ou seria corrido de imediato. O meu percurso na vida, mal ou bem está praticamente feito, sem ter quaisquer objectivos de futuro, ou que de mim dependa outro alguém. Cheguei a um momento da vida em que dou graças a Deus por mais um dia, para além da minha saúde física e mental estar ao nível de alguém com menos 15 anos do que eu.

      Lançei uma iniciativa a nível de apoio à minha geração. Mas, todos comentam e críticam, mas estão todos conformados. Tal como o José referiu por outras palavras, a maioria dos portugueses, adoram a vida sedentária no sofá, vendo as notícias em família comentando e criticando, verem as novelas ou desafios de futebol. Desde que haja dinheiro para o café um salto à praia e a volta saloia nos fins de semana, vamos vivendo.

      Aqueles que mais se interessaram pela iniciativa e enviam e-mails no sentido de participarem, são na realidade os jovens. É para eles que na realidade procuro contribuir com a minha experiência profissional e de vida. Se na realidade o meu apoio puder contribuir, ainda que para apenas meia dúzia de jovens, então todo este meu trabalho não foi em vão.

      Desejo-lhe um bom fim de semana

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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      • Jose da Cunha Says:

        Meu caro Carlos Piteira, como eu já escrivi aki antes, há muito tempo q sigo este site e os seus comentários e para minha alegria os mesmos são como uma lufada de ar fresco na forma como os portugueses que nunca sairam de Portugal veem e pensam. Vou de férias a Portugal desde que o Euro saíu e tds gozavam como o euro era mais forte que o dollar, mas eu replicava q algo tinha de estar bastante errado para q um pais pobre e pequeno como portugal tinha uma moeda mais forte q os states com a maior economia do mundo! Cansei-me de dizer que portugal nao podia depender eternemente do resto da Europa e q o euro era uma ilusão, engano para os paises mais pobres, mas a euforia nessa altura era tanta q ninguem pensava que futuramente iamos sofrer e era preciso trabalhar tds os dias porque tds os dias comemos…
        A culpa não é da alemanha, eles trabalham muito para alcançar o que hoje teem , assim como os states aonde o povo americano trabalha muito e poupa tbm e são humildes e honestos; mas em portugal pensou-se que não era preciso trabalhar e quem trabalhava era parvo ou estúpido…
        Sempre foi assim e será; os mais fortes tiram proveito dos mais fracos e desorganizados, assim é o ser humano, mas para ser grande e poderoso há que trabalhar e poupar!
        Mais uma vez o meu obrigado pelo o tempo que dispõe escrevendo e comentando nese web-page.Thx.

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      • opaisquetemos Says:

        Caro José Cunha,

        Obrigado pela sua assiduidade e comentários.

        Em relação ao euro ser uma moeda demasiado forte para um país pequeno, esse não é um factor pelo qual Portugal não tem capacidade para o possuir em relação a um país maior. Há na Europa inúmeros paises bastante mais pequenos que Portugal com o euro e que têm sucesso. Outros com moeda mesmo mais forte, como o franco suiço e não estão na situação degradada em que Portugal se encontra.

        Como já referi no passado, o principal problema do nosso país é a má gestão político e económica em que ao longo de quase 3 décadas vivemos, acreditando e por culpa dos governos que o país não tinha necessidade de produzir, mesmo produtos básicos para a sobrevivência. Governo após governo foram contribuindo para a desertificação de mais de 1/3 do país, eliminando de norte a sul do país regiões de produtividade e consequente perda de milhares de postos de trabalho na agricultura e em diversos tipos de industrias pesadas e artesanais.

        Como em todas as sociedades, há parasitas que vivem à custa de quem trabalha e aproveitam-se de todo o tipo de subsídios para viverem. Mas há actualmente centenas de milhares de pessoas, famílias inteiras, que perderam em todas as zonas do país os seus meios de sustento pelo encerramento de empresas, algumas devido a má gestão dos seus empresários. Outras que, dada a falta de consumo, que cada vez é maior pela escassez monetária das famílias, perderam perderam a maioria das suas receitas de negócios e acabaram por fechar. Outras ainda que dada a carga fiscal excessiva e por vezes antecipado a obrigatoriedade do pagamento de impostos antes dos nesmos serem cobrados, como o IVA, quando da execução da venda de produtos ou serviços prestados,acabaram por encerrar os negócios, lançando no desemprego milhares de portugueses.

        Também, a falta de apoio por parte da banca às pequenas e médias empresas, impediram a sobrevivência das mesmas para fazerem face a encargos com a expansão ou mesmo sobrevivência durante período difícil da crise que já dura há praticamente 4 anos e ainda sem fim à vista.

        No meio de tudo isto, temos governos incompetentes que ignoram total investimento na produtividade e crescimento económico do país, pensando apenas angariar receitas com base de impostos numa economia degradada e mesmo sem capacidade de obter receitas provenientes das contribuições para a Segurança Social, devido ao aumento do desemprego e aumento de subsídios de desemprego e apoios sociais.

        Caro José, a situação é complexa e envolve neste momento muitos factores a ter em conta. E, nem este governo nem outro identico poderá solucionar o problema a curto prazo.

        O governo tem de compreender que as medidas de austeridade e o pensamento de voltar aos mercados financeiros para voltar a obter empréstimos, não é a forma adequda de vivermos continuamente. É preciso investir fortemente na produtividade em todos os sectores e regiões do país. Yal como uma família em situação económica e financeira em dificuldades, tem de solictar mais tempo para liquidação dos seus empréstimos de habitação e outros, também o governo tem de pedir extensão para cumprimento dos seus empréstimos e investir parte na produtividade nacional.

        À excepção da morte, quando ela chega, para tudo há solução na vida. Mas é preciso conhecimento e experiência para termos capacidade de nos orientarmos com os poucos instrumentos que possuimos.

        Tenha continuidade de um bom fim de semana.

        Sinceramente,

        Carlos Piteira

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    • serolmar Says:

      Ó José da Cunha, estás enganado. A maioria do povo português é trabalhadora e séria. A minoria a que te referes, dos que obtêm licenciaturas inválidas e ficam de consciência tranquila, é que se dá ao luxo de contratar técnicos e adjuntos e pagar-lhes balúrdios. O nosso problema não está na nossa capacidade de trabalho mas na mentalidade das pragas que nos gerem.
      Porém esse problema é irrisório quando o comparamos com o real problema que teima em incidir sobre uma série crescente de países: a crise financeira. A crise que atravessamos não é do tecido produtivo apesar de se alastrar até aí. Aliás, é seguro dizer que começou com os créditos imobiliários (subprime) seguida de uma estranha flutuação do preço do petróleo (produto tão diferente dos outros que tem de ser cotado em bolsa, sabe-se lá porquê). Acontece ao nível de corporações que movimentam enormes quantidades de capital sem produzirem riqueza absolutamente nenhuma.
      O real problema tem uma explicação muito simples: o sistema vigente não funciona. A ideia de que os mercados financeiros são auto-reguláveis mostra-se de tal forma inválida que chego a pensar que a sua manutenção constitui a forma mais vil de ditadura que o povo já conheceu.

      Agora pensa bem: trabalhas na m—a e com m—a, ganhas bem e és pago a horas porque o teu patrão é estrangeiro (livre da mentalidade mesquinha que descreveste). Até trabalhas horas extraordinárias a aguentar o cheiro nauseabundo porque a remuneração adicional é aliciante. Depois vem uma mão cheia de (——–) e decidem retirar-te esse ressarcimento para com ele fomentar os desaires de uma minoria de indivíduos cujo trabalho consiste em ganhar milhões sem produzir absolutamente nada. Tenho as minhas dúvidas que continuasses com o mesmo afinco a trabalhar na m—a com amor à camisola, apesar da boa-vontade do teu excelente patrão.

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      • opaisquetemos Says:

        Caro Serolmar,

        Agradeço o seu comentário, ao qual não me compete responder porque não é em resposta a um dos meus comentários. No entanto, compete-me publicá-lo, o que já o fiz.

        Atendendo a princípios de ética de linguagem, que por vezes ofende alguns leitores, com todo o respeito pelo seu texto e visão, tomei a liberdade de eliminar 4 palavras, sem afectar o conteúdo do seu comentário.

        Sinceramente,

        Carlos Piteira

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  5. Zack Says:

    Concordo com toda a sua analise, é o pais que temos, e sem querer ser mais um que diz que isto ja nao vai la seja de que maneira for, quero em todo o caso deixar a minha humilde opiniao.
    O problema de portugal é ser um pais que se acha pequeno, sem importancia alguma e que ainda vive na ilusao das glorias atingidas antigamente.
    A cultura do pais é que apesar de ser ter abolido a monarquia, ainda se ficou com aquela ideia que ja nao temos os titulos da realeza, ao menos temos o titulos de sr doutor para aqui e para la, em qualquer pais do norte da Europa isto so para dar um exemplo do que esta aqui bem perto de nos, um enginheiro, um doutor seja de que ramo for é sempre o senhor tal sem qualquer titulo, porque a preocupaçao principal é nao o titulo que conta mas sim a capacidade e o conhecimento que se tem para se executar uma tarefa ou um trabalho.
    Uma situaçao, em portugal um engenheiro sai de casa para ir para o trabalho as 10h a hora de chegar ao local de trabalho, essa depende do bom humor da pessoa, chegado no local vai conversar com este e aquele, quando se da por isso, hora de almoçar e no fim acabou o dia de trabalho sem produzir seja o que for.Um engenheiro num qualquer pais do norte da Europa, sai de casa as horas necessarias para estar no local de trabalho as 7.30 ou 8h tudo depende da area, ele nao se nota que é o engenheiro, porque ele trabalha, ele suja as maos se assim for necessario, da o exemplo e no final do dia tem resultados a apresentar, sem esquecer que o almoço dele é umas sandwiches em geral no local de trabalho.
    Podia dar muitos e muitos exemplos, mas deve comprender que a cultura é totalmente diferente, e depois todo o mundo se indigna q um cidadao do norte da europa diga que a europa do sul na trabalha e nao faz nada de produtivo, eu sei tem excepçoes, mas infelizmente a mairia é assim mesmo.
    Agora comparemos a funçao publica, sei que vou acabar por ser excomungado por isto, mas é o pais q nos temos.
    Um funcionario publico é como um parasita se agarra a uma vitima e ali fica a sugar o mais que pode, sei que temos necessidade de funcionarios publicos porque alguem tem que administrar aquilo que o estado cada dia tenta governar o pais, ou sera mais tentar se governar a si proprio.
    Com um funcionario publico ja nem quero sequer falar daquele que na faz nada e so la vai marcar presença porque parece mal na fazer nada e receber no fim do mes por nada feito, depois temos o sistema de segurança social, dois sistémas, um para o funcionario publico e outro para o trabalhador que tem que pagar para tudo, para ele proprio e para o funcionario publico, facil de ver quem é o mais beneficiado nesta estoria toda.
    No norte da europa um so sistema de segurança social para todo o mundo.

    Bom poderia passar aqui o dia todo a dar exemplos e mais exemplos de como a diferença é enorme.

    Sabe eu proprio na tive a oportnidade de estudar em portugal nao tenho um canudo, e como tal o meu valor profissional nunca foi apreciado, Hoje vivo num pais do norte da europa, me deram desde o primeiro dia o valor profissional que mereço, por vezes até acho que dao mais valor aquele que mereço, mas a mentalidade é outra, aqui na conta o canudo, o que conta é a competençia professional seja ela adquirida trabalhando e se adaptando, ou seja a passar por uma universidade e depois se adaptar a vida real, isto sem grandezas e sempre com os pes bem assentes no chao.
    Portugal precisa de uma revoluçao de mentalidades, uma nova cultura, uma nova visao do futuro, precisa de pelo menos duas geraçoes para tudo se mudar.
    Deviam rasgar a contituiçao e fazer uma nova, a pensar no futuro do pais e nao nos interesses instalados ou a se instalar.

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    • opaisquetemos Says:

      Caro Zack,

      Obrigado pelo seu comentário.

      Na realidade em Portugal como na maioria dos países de origem latina, há uma tendência, que as pessoas para se sentirem alguém, têm de ser tratados por um título de nível universitário. Mas o pior, é quando usam um título que não possuem. Em Portugal há esse problema, mesmo dentro do governo. Vivi quase 3 décadas fora de Portugal, onde ninguém se intitulava pelo grau de formação académica que possuiam.
      Quanto aos sistemas de pensões e reformas, não existem dois mas vários e muitas pessoas estão usufruindo de mais de um sistema.

      Quanto a uma revolução de mentalidades, sim é necessário. Nas camadas jovens essa revolução já está a acontecer. Na minha geração, a maioria dos portugueses pararam no tempo e dificilmente vão mudar.

      Sou de acordo e tenho referido várias vezes sobre a reforma da constituição. Mas a parte que este governo se propõe a mudar é apenas a que está relacionada com os serviços e direitos sociais dos portugueses. Na parte da constituição relacionada com o sistema político instalado, essa parte o governo não pretende tocar porque iria a afectar os partidos políticos.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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    • Carlos Borges Says:

      Olá,

      Como eu gostava um dia de experimentar trabalhar e viver nos países Nórdicos. Isso sim são países a sério e países que dão valor às pessoas que trabalham, que vivem em harmonia e são civilizadas. Eu aqui em Portugal, trabalho dando o litro e no fim não sou recompensado, isto é, contratos temporários, precários, más condições de trabalho e por fim despedimento.

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      • opaisquetemos Says:

        Caro Carlos Borges,

        Obrigado pelo seu comentário.

        O Carlos é ainda um jovem e apesar de todos os problemas da crise e obstáculos a enfrentar, tem um mundo de oportunidades a explorar.

        Eu emigrei ilegalmente sem noção do que iria enfrentar. Tinha 20 e poucos anos de idade, sem formação académica, casado e já pai. Passei tempos e dificuldades extremas, muitas vezes atingi quase o limite de tolerância. Passei fome e passei dias de início sem um teto para dormir, abrigando-me nas noites frias em terminais de autocarros e estações de comboios. Fiz trabalhos impensáveis, desde trabalho de lavar pratos e limpar mesas,a empregado de mesas, a cozinheiro, a pintor de casas, trabalhos na construção de estradas, etc. Legalizei-me e fiz formação académica, acabando por alcançar integração na sociedade onde vivia e um trabalho a nível da classe média do país, na área clínica e cientifica. O país que me acolheu deu-me apoio e oportunidade. Tudo o mais dependeu de mim. Nunca ambicionei ser materialmente rico; contrariamente a muitos emigrantes, esse nunca foi o meu objectivo. Dou mais valor ao conhecimento e ajudar o próximo do que a valor materiais. Não invejo os valores materiais de ninguém.

        Por isso caro jovem, acredite que tem uma vida e um mundo pela frente. Não acredite que o país dei-a a volta e tudo fique às mil maravilhas. Acredite em si, na sua determinação e vontade de vencer na vida. Para além disso, só depende do seu estado de saúde e a sorte também é um factor. Acorde cada dia sorrindo à vida.

        Caro jovem, para além de todas as dificuldades e tempos difíceis pela frente, não se deixe parar no tempo. Acredite no amanhã.

        Sinceramente,

        Carlos Piteira

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  6. Carlos Borges Says:

    Com toda esta Austeridade extrema, aumentos de impostos, desemprego, aumentos de I.M.I, querem alterar escalões de I.R.S, roubar mais $ nos nossos salários, aumentar imposto de circulação automóvel etc.
    Milhares de famílias já nem conseguem pagar renda de casa, estão a perder os seus Lares, e com a subida do I.M.I será pior.
    Muitas pessoas já nem têm dinheiro para comida, e com desemprego a aumentar isso agravar-se-á bastante. Idosos não têm dinheiro para pagar taxas moderadoras ou comprar medicamentos.

    Você pode matar um ser humano com um tiro, isso é uma forma directa de matar.

    Mas existem formas indirectas. Se você ver um ser humano caído no chão a morrer de fome ou doente e não ajudá-lo, ele acabará por morrer .
    Você se ficar a observar sem ajudar, está a contribuir para essa morte. Ou de outro ponto-de-vista, se você retirar dinheiro e alimentos a uma pessoa, essa pessoa sem dinheiro e sem alimentos, acabará por morrer.

    Em Portugal há crianças que só tomam uma refeição por dia, na escola, passam fome em casa porque os pais não têm dinheiro. Isto é dramático

    O GOVERNO ESTÁ A TIRAR-NOS DINHEIRO directamente dos nossos salários, Estão a retirar-nos o direito a propriedade privada (ter carro ou casa será um luxo inacessível à maioria das pessoas) isso é uma forma disfarçada de nos roubarem as casas e os carros e os nossos bens, é uma forma disfarçada de nos lançarem para baixo da ponte.

    E quem observa sereno e passivo, sem nada fazer, é conivente com esse extermínio – Cavaco Silva.

    Portugueses, chega de votar nesses partidos ou “sacos de lixos”. São todos iguais. Lembrem-se aonde estão agora Mário Soares, Manuel Alegre, Cavaco Silva, Jorge Coelho, Mira Amaral, Nogueira Leite, Ferreira do Amaral, António Mexia, Eduardo Catroga, Dias Loureiro, Duarte Lima e muitos muitos outros.

    Não sejam burros e estúpidos. Não se deixam por promessas e discurosos de esperança “empacotilhados”.

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