RESPOSTA AOS PARTIDOS. BASTA DE SE ACUSAREM UNS AOS OUTROS. SÃO TODOS RESPONSÁVEIS

29 de Outubro de 2012

Política Nacional

PSD

Passos Coelho diz que quem quiser um rumo alternativo tem que dizer como o financiaria.

Este senhor disse quando se candidatou às eleições que tinha uma solução para os problemas do país. Estaria já ele a pensar num assalto aos bolsos dos portugueses? Se era essa a solução, então mentiu e em nada se diferencia de José Sócrates, o seu antecessor.

Mas que é de esperar de um indivíduo com um CV sem qualquer tipo de experiência profissional? Pior ainda, sem experiência da vida? A pouca actividade profissional que tem no seu CV, são as posições que desempenhou como administrador ou gestores em empresas de amigos, sem nunca ter tido necessidade de concorrer ao mercado de trabalho, onde para se alcançar uma posição como aquelas para que foi admitido, é necessário experiência previamente demonstrada ao longo de vários níveis de carreira profissional.

Vamos então dar-lhe mais umas dicas, ao nosso gestor nacional, sem experiência, para ver se o senhor desperta para a realidade, e ainda evita ser demitido do período experimental de trabalho, que já excedeu o tempo normal de experiência exposto no código de trabalho.

1-     Vamos então começar por o recordar da promessa que tinha feito de reduzir o número de deputados na AR. Certamente, que para uma alteração à Constituição são necessário 2/3. Como este governo possui a maioria em coligação e como o candidato a seu sucessor do PS, José Seguro, já referiu também há várias semanas de que estaria disposto a reduzir o número de deputados, não haveria qualquer problema ou dificuldade em fazer essa alteração. Com todos de acordo, este seria o momento chave ideal para se concretizar. Ou já houve segundos pensamentos sobre a AR, a galinha dos ovos de ouro dos partidos políticos, para postos de trabalho para a rapaziada?

2-     Vamos eliminar  as mordomias para líderes parlamentares de cada partido e mesmo alguns ex-deputados com viaturas do Estado. Como é possível que um dos líderes do PS, Francisco Assis, se recusa em andar num veículo tipo Clio, à custa dos contribuintes e a Assembleia da República acaba por assumir encargos para pagar por carros top gama para suas Exas? Em muitos países nórdicos, com temperaturas bastante mais frias e chuvosas, Ministros e Secretários do Estado usam os seus próprios carros para se deslocarem, ou mesmo fazem o percurso de bicicletas. Compreende-se que o Estado tem uma frota de carros que tem vindo a crescer ao longo de anos. Esta devia de ser uma das suas reformas

3-     O senhor decidiu recentemente acabar com o sustento de fundações, que nunca deveriam ter sido sustentadas pelo Estado. Infelizmente, apenas removeu a cereja do topo do bolo deixando o bolo inteiro intacto. Qual a razão porque não resolveu a situação de vez? No final, tudo ficou na mesma.

4-     Quanto às Parcerias Público-Privadas, PPP, nada ainda foi eliminado que reduzisse os encargos do Estado. Qual o problema? Será que há que proteger os postos de trabalho dos boys que foram seleccionados como executivos? Meu caro Passos Coelho. Duas opções deixadas sobre esta situação: Ou, os tops executivos assumem as empresas como privadas e as sustentam sem qualquer apoio do Estado ou as mesmas são encerradas com a máxima brevidade. Serão excluídas dessa situação empresas ligadas a serviços públicos essenciais de toda a população, mas com mudança de gestão e eliminação de gastos supérfluos como viaturas top gama para os executivos.

5-     Tal como existe um mínimo para reforma e pensões, um tecto deve ser estabelecido para o valor máximo das mesmas, com efeitos retroactivos às já existentes. Certamente que isso a acontecer, dentro do sistema político actual viciado de interesses, é quase que impossível quando há tantos ligados a partidos políticos que usufruem de tantos direitos adquiridos. Para isso, seria necessário uma mudança de sistema político e em lugar de um primeiro-ministro como o senhor, um verdadeiro Estadista.

6-     Alargar o acordo da troika. Alargar o spread de pagamentos da dívida externa, e aplicar alguns montantes das tranches do empréstimo ainda por receber, num investimento à economia nacional, não a financiamento de empresas preferidas e sem necessidade de apoio, como é praxe do governo.

Gostaria de saber, se o senhor Passos Coelho tem alguma ideia a curto prazo, como tenciona continuar com os pagamentos de salários, reformas, pensões e de todos os encargos sociais do Estado, quando as verbas da troika chegarem ao fim. Muitas vezes tem referido que sem o financiamento da troika, não poderia cumprir com as obrigações do Estado. Tem um desejo desesperado de voltar aos mercados financeiros. Será que pensa dar continuidade ao país a sobreviver de empréstimos indefinidamente? Isso não é solução para o futuro dos portugueses. Quanto mais tempo vivermos dependendo de empréstimos, menos capacidade teremos de voltar a desenvolver a economia nacional e ficarmos com autonomia.

Senhor primeiro-ministro, Passos Coelho, as notícias actuais tais como:

Conselho Económico e Social considera irrealista previsão de recessão de apenas 1%

Proposta do Governo pode levar Portugal a aproximar-se da situação grega

4400 casas foram entregues à banca este ano

não vão ao encontro do seu discurso no Algarve no final do verão em que o senhor afirmava que o início da recuperação era em 2013. Acredite que com as políticas de austeridade que o senhor agrava cada vez mais, nem em 2014 ou 2015, nem mesmo 2016.

CDS/PP

Este partido político e seu líder, Paulo Portas, em tempo de eleições é um partido do povo. Uma vez no governo, passa a partido de elite.

Conhecido em campanhas eleitorais pelo partido do apoio aos reformados e pensionistas, dos agricultores, das pescas, dos mercados e feirantes. Mais parecido como um partido popular, percorrendo o mesmo percurso de rua que os partidos radicais da esquerda. Um partido em que os seus membros aparentam simplicidade e modéstia, mesmo fazendo muitos dos seus percursos em carros de marcas comerciais e mesmo de vespa, mas que de esquerda nada tem.

Uma vez parte do governo, actuam não como o partido que prometeu defender os interesses dos grupos da sociedade, através dos quais fizeram a sua campanha eleitoral, mas actuam mais na defesa dos seus interesses políticos. Paulo Portas, procura sempre uma das pastas menos problemáticas e de mais afastamento de envolvimento popular, colocando-se num dos ministérios de prestígio mas afastado tanto quanto possível dos problemas madiáticos dos portugueses do dia a dia. A maioria das vezes, as suas tomadas de posição em silêncio, sem intervenção imediata sobre as decisões governamentais, não se trata de uma forma de rejeição das medidas tomadas dentro do governo. Trata-se de aguardar o efeito dos acontecimentos causados por essas decisões e depois procurar uma exposição simples, para no momento exacto, de acordo com os seus interesses políticos para o futuros, expor a sua posição, mas sempre reservada, estando sempre em causa a defesa da sua palavra ou tomada de posição com o outro partido governamental do que com os compromissos assumidos com os eleitores.

Paulo Portas é raposa política demasiado matreira para poder ser acreditada. Aqui fica um alerta para futuras eleições.

PS

Muitas vezes tenho questionado onde estava José Seguro, quando José Sócrates como primeiro-ministro estava a afundar o país.

Ao longo dos mandatos de José Sócrates, durante os quais a economia caiu e a dívida do Estado aumentou aos níveis mais altos de sempre, nunca se ouviu José Seguro tomar uma posição ou mesmo comentar sobre a crise económica que estava a agravar a vida dos portugueses. Manteve-se sempre isolado, aguardando a queda do seu companheiro de partido, para depois poder candidatar-se a liderar o país. Certamente, que alguém que realmente se preocupa com a vida e bem-estar do povo, expõe-se em defesa dos interesses nacionais, ainda que possa sofrer politicamente as consequências dentro do seu partido. Mas o senhor José Seguro, sabe que com a Constituição Portuguesa, a menos que tenha apoio de um partido, jamais poderia realizar o seu sonho de vir a ser primeiro-ministro. Por isso, como em causa estava a sua ascensão política, mais do que o sofrimento do povo, preferiu aguardar em silêncio. Que se lixe o povo.

José Seguro, não passa de um líder do PS em transição, que não chegará às próximas eleições legislativas no cargo que presentemente ocupa. Recentemente, afirmou que era preciso reduzir o número de deputados na Assembleia da República. De imediato os seniores do seu partido, vieram a público afirmar que reduzir o número de deputados na AR, não fazia parte da agenda política do PS. Isso é uma contradição à liderança de José Seguro. Também, no passado 5 de Outubro, o discurso de António Costa, demonstrou ser um membro do PS  candidato ao cargo de José Seguro.

José Seguro está longe de ser o líder que Portugal precisa.

Portugal precisa de uma reforma no sistema político-económico. Mas com os partidos políticos existentes, para que algo possa acontecer, é preciso um verdadeiro Estadista como presidente da República. O actual Presidente da República, Cavaco Silva, flutua de acordo com as correntes políticas enraizadas no sistema governamental do país.

Leiam a petição: Parlamento-Os Velhos do Restelo. Se concordar com a iniciativa, apoie, participe e assine.

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About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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6 comentários em “RESPOSTA AOS PARTIDOS. BASTA DE SE ACUSAREM UNS AOS OUTROS. SÃO TODOS RESPONSÁVEIS”

  1. Carlos Borges Says:

    Portugal está falido por corrupção do estado. É o que dá votar no PS, PSD e CDS. Sendo que foram estes que governaram nestes 38 anos. Mais responsável foi o PS que durante os anos que governou criou num total de 70 PPP’s em prejuízo para o estado. Mas o PSD não fica atrás. O monstro do BPN e o abandono de sectores como a pesca e a agricultura e o aumento da gordura do estado. O 25 de Abril, para quem acha que foi uma vitória para devolver a democracia ao povo, desengane-se. O 25 de Abril foi a maior mentira. Teve como objectivo estes interesses como a criação destes partidos políticos para serem criados as suas centrais de negócios entre eles. Veja-se Mário Soares, Manuel Alegre, Cavaco Silva e muitos outros aonde estão agora a receber as suas luxuosas reformas e a receber como reis. Eu falo como independente.

    Eu tenho 28 anos, estou desempregado, tenho uma casa para pagar renda e despesas com água e luz, e não sei o que vai ser o meu futuro. Estou revoltado e estupefacto como há portugueses que ainda têm o descaramento de votar nesses “sacos de lixo”. O povo Português é burro e estúpido e deixa-se levar por promessas e discursos de esperança “empacotilhados”.

    Eu não sou formado em área alguma, tenho o 12.º ano e no entanto sei como funciona esses partidos.

    Obrigado por me deixar dar a minha opinião

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    • opaisquetemos Says:

      Caro Carlos Borges,

      Obrigado pelo seu comentário.

      A sua reflexão sobre o estado do país está correcta.
      A sua situação é crítica e idêntica à situação de milhões de portugueses. Infelizmente, caminhamos para um estado de sítio e desespero ainda maior.

      É importante contudo, que possamos ser fortes e decididos a mudar o rumo da situação. Acredito que tomos temos de tomar iniciativas, mas em conjunto para modificarmos o percurso que estes políticos estão a criar para nós.

      Criei uma iniciativa, pela qual dei início a uma petição e agradeço que todos estejam dispostos a assinar e participar activamente, independente da idade ou localidade do país. A menos que nos possamos unir, nada poderemos fazer para além de comentar e criticar, o que os políticos estão habituados a não dar ouvidos. Os políticos saem à rua para serem vistos e ouvidos e não para darem ouvidos às vozes do povo.

      Já publiquei o seu comentário.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  2. SMota Says:

    Vamos de mal a pior. E este governo vem com uma missão muito clara: desmantelar o estado. Todas as empresas (dêm lucro ou não) são para vender, todos os serviços são para fechar. As únicas coisas que vão ficar no estado são: políticos, assembleias, municípios etc… é para “esses” que vamos pagar a carga brutal de impostos. esqueçam saúde e educação…

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    • opaisquetemos Says:

      Caro S Mota,

      Obrigado pelo seu comentário.

      Concordo consigo. Tudo a situação vai agravar cada vez mais. Por essa razão é necessário que seja feito algo, porque apenas comentarmos não nos leva a parte alguma.

      Lançei um petição no sentido de participarmos na mudança de rumo. Assinar e divulgar, é um passo para tentarmos uma modificação do sistema político instalado. As alterações que o governo pretende fazer no constituição é para eliminar muitos dos direitos sociais do povo, não para reduzir o número de deputados na AR.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  3. Martins Joaquim Says:

    Eu já trabalhei numa empresa que aumentou aos preços praticados nas refeições da cantina da mesma, com efeitos retroactivos, por isso já credito em tudo…!
    Pior é que aquilo foi comunicado através de uma “circular” colada na parede, em que não vi um mínimo de indignação ou sentimento de injustiça por parte dos trabalhadores…!!! Não teremos nós aquilo que merecemos?!!

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