O VELHO DO RESTELO

18 de Outubro de 2012

O PAÍS QUE TEMOS

Sou da primeira geração do após da segunda guerra mundial, que corresponde ao período dos nascidos entre 1946 e 1964. Segundo estatísticas, esta geração, à qual pertenço e que compreende mais de 2 milhões de portugueses, 20% da população nacional, é um dos sectores da nossa população mais crescentes.

De acordo com muitos estudos, graças à evolução da medicina, das tecnologias e dos conhecimentos adquiridos através de estudos feitos sobre vários factores relacionados com o envelhecimento, as esperanças do tempo médio de vida para homens e mulheres aumentaram nas últimas décadas. Segundo indicação do Instituto Nacional de Estatística (INE) a esperança média de vida para os portugueses ronda os 80 anos.

Infelizmente, esta geração em Portugal está em vias de extinção precoce, vítima da situação económica e financeira do país cada vez mais degradada, levada a cabo por governos contínuos de políticos incompetentes e mesmo corruptos. As exigências de cortes contínuos em todos os direitos sociais, principalmente no respeitante à saúde em relação a esta geração. A redução de contribuições para a Segurança Social devido a uma diminuição contínua da população activa e o desemprego cada vez mais elevado torna os encargos cada vez mais insustentáveis no respeitante a pensões, reformas e subsídios de apoio social para sobrevivência. Segundo a previsão do governo, as verbas das pensões esgotam em 2020, daqui a 8 anos. Para o governo, a primeira geração do após guerra, não passa de um fardo de despesas que não se justifica sustentar até ao limite máximo da esperança média de vida.

A nossa geração sobrevive num estado de depravação, quando deveria ser um dos momentos da vida de compensação e agradecimento pelo nosso contributo para a sociedade. Muitos dos cidadãos desta geração, alguns ainda em actividade com salários mínimos, outros com reformas de miséria, têm de optar entre despesas inerentes com a saúde ou com a alimentação. Muitos, para além de problemas de saúde que já sofrem, acrescem outros devido a deficiente ou inadequado tratamento, má nutrição e pressão das condições de sobrevivência. Há muitos ainda, que para além das necessidades de sobrevivência, têm um uma carga para suportar com as suas pequenas reformas, de filhos desempregados e netos ainda em fase de crescimento e educação. Esta geração, sobrevive um momento mais de preocupação pela vida futura dos seus, do que pelo seu próprio bem-estar ou quanto mais tempo lhes resta para viver.

Independente do percurso de cada um de nós ao longo de mais de meio século, da realização de sonhos e concretização de projectos de alguns, dos infortúnios e deslizes de outros, trabalhando dentro do país ou em partes longínquas pelo mundo, directa ou indirectamente, todos fomos a sustentação do país, tanto em tempos da guerra colonial, como em tempo de paz. Temos contribuído mais para o país, do que esta geração de políticos do após 25 de Abril, incompetentes e mais preocupados com o seu bem-estar e ascensão dos seus partidos políticos ao poder, do que dos interesses ou mesmo das necessidades para sobrevivência do povo.

A idade, os incidentes, os acidentes e problemas de saúde ao longo da vida, impossibilita muitos da nossa geração de capacidades físicas para muitas actividades. Mas a maioria de nós não perdemos as faculdades mentais. Os conhecimentos de formação académica e profissional. As nossas experiências na vida com sucessos alcançados e erros cometidos, deram-nos maturidade para avaliar e diferenciar entre o trigo e o joio. Temos o conhecimento para afirmarmos que não há orçamentos inalteráveis (a prova é que são sempre rectificados), nem regimes políticos, que para além de toda a burocracia do sistema político instalado, que não possam ser alterados. As experiências vividas ao longo das nossas vidas, dão mais poder de compreensão, analise e decisão, do que os canudos de muitos obtidos no espaço de um ano ou os conseguidos ao longo de 37 anos de vida, sem que ao longo desses anos, nunca tenham feito qualquer tipo de trabalho para a sociedade, conforme é verificado no CV. A união dos votos de uma geração de 2 milhões pode, sem uso à violência, ditar quem governa, analisar e fiscalizar as decisões governamentais que afectam as nossas vidas e dizer basta!

O povo americano chamou a esta geração do após a segunda guerra mundial, num contexto cultural, “The Baby Boomer Generation”. Permitam-me que, como homenagem a um dos nossos mais notáveis escritores e patriotas da nossa história, Luís de Camões, eu chame a nossa geração como “Os Velhos do Restelo”. Somos uma geração de conservadores, no respeito de tradições e costumes, no respeito de princípios sociais e excessivamente tolerantes sobre as decisões de quem nos governa, ainda que possamos criticar, como no momento actual. Somos uma geração de pessimistas, quando compreendemos que as políticas que nos governam, não nos levam ao encontro dos objectivos desejados, como no momento actual. Somos uma geração de reaccionários, quando os limites da tolerância são esgotados, como aconteceu no 25 de Abril de 1974. Esperamos que não seja necessário repetir. Mas, certamente não hesitamos se a nossa sobrevivência e soberania disso depender.

A geração de “Os Velhos do Restelo”, talvez possa ser um dos últimos escudos para defender o pouco, que cada vez menos resta de um país que herdámos e que tem perto de 870 anos de história (1143-2012).

A nova geração, encontra-se num processo de desintegração, devido ao estado de sítio cada vez pior do país. É visível um êxodo de milhares jovens, inteligentes e formados academicamente, procurando a concretização de sonhos para além fronteiras. O sonho, por vezes comanda a vida e ainda que a emigração seja uma aventura com riscos, acreditam em melhores hipóteses de alcançar futuros prometedores. Outros, optam por ficar por cá, em trabalhos precários com salários mínimos e nas fileiras do desemprego, que a nível de jovens está nos 35%. As famílias, cada vez mais pessimistas sobre o futuro dos filhos em quem investiram, muitas vezes para além de todas as economias, ainda tiveram que contrair empréstimos. O estado da maioria destas famílias é cada vez mais de mais revolta, muitas vendo os filhos partirem para partes incertas. Outras, tendo que continuar a trabalhar até à exaustão das forças ou partilharem as reformas e algum pé-de-meia para apoio do sustento dos filhos e netos.

Daqui a 40, nenhum de nós, os Velhos do Restelo, estaremos aqui para ver. Mas, avaliando os governos que temos, que nem são capazes de fazer previsões para um ano, muito menos para uma geração, podemos imaginar que tipo de país será Portugal e quais as dificuldades de sobrevivências dos nossos sucessores quando atingirem a idade que a nossa geração tem neste momento. Com mais de 1/3 do país já desertificado no nosso tempo, e um índice de natalidade cada vez menor, daqui a 40 anos esta terra que hoje é Portugal, será um território apenas com habitantes ao longo do litoral ou ocupada por maioria de gentes de outras nacionalidades. Com uma Segurança Social, praticamente em bancarrota e cada vez menos contribuição por parte das entidades patronais, como incentivo económico às grandes empresas, e cada vez menos população activa a descontar, os nossos filhos, netos e bisnetos terão os últimos anos de existência muito piores que os nossos.

Enquanto nos limitamos a comentar e criticar, o relógio da vida não para. A cada dia que passa somos mais atormentados contra a nossa sobrevivência e o futuro dos nossos. Este governo, constrói planos de austeridade com previsões incertas, sem noção dos resultados e consequências para o presente, muito menos para um futuro a médio prazo, sem mesmo pensar em algo a longo termo. A preocupação dos governantes não é sobre o modo de vida ou sobrevivência dos portugueses, mas sobre a imagem deles, com as instituições externas e ligações a monopólios empresariais, para que possam garantir seus futuros prometedores, tais como governantes anteriores, que entraram no governo com uma mão atrás e outra à frente e acabaram novos ricos, em posições de executivos com salários milionários e benefícios sociais vitalícios, mas que tiraram aos portugueses.

A nossa geração tem de optar em se organizar e tomar rédeas do destino das nossas vidas e do futuro do país, ou aceitar com resignação as decisões dos governos de incompetentes que se sucederão um após o outro. Este sistema político instalado já se comprovou incapacitado de liderar o país a um futuro prometedor.

Para além dos entraves burocráticos na constituição política, estruturada pelo sistema político que nos desgoverna para protecção do mesmo, nada é impossível. Há formas de unidos podermos ultrapassar a estrutura, mesmo sem a aprovação dos 2/3 da Assembleia da República, que à espera disso, ou da intervenção presidencial nunca acontecerá.

No mundo em que vivemos existem sistemas políticos e económicos que todos já tiveram as suas épocas em que foram mesmo benéficos, mas que ao longo do tempo acabaram saturados e contaminados com corrupção, sem qualquer benefício para os povos. É importante portanto, que possamos ter a capacidade de criatividade de novos modelos político-económicos. Infelizmente, a maioria de responsáveis não apenas a nível nacional como mundialmente, actuam apenas concentrados nos métodos existentes, que infelizmente, já perderam a capacidade de os controlar e tirar benefícios para as sociedades que representam.

Como uma geração, os Velhos do Restelo, devemos constituir uma assembleia de cidadãos idosos, com deputados ou senadores, de todos os distritos do continente e ilhas adjacentes. Não haverá remuneração monetária para nenhum dos membros. Os honorários que poderemos usufruir, são os benefícios colectivos para o país. A lei não prevê, proibição de associações ou agrupamentos de discussão política desde, que não exista envolvimento de, ou incitamento à violência.

Qual o objectivo e como será constituído e funcionará?

O objectivo é criar como que um lobby de interesses. Neste caso os interesses em causa são a sobrevivência em condições com dignidade da nossa geração e a protecção de um futuro para as novas gerações. Este lobby, com um poder de mais de 2 milhões de votos unidos, terá a capacidade de eleger ou derrubar qualquer governo eleito e protegido pela constituição, que atente contra os direitos sociais e humanos mais básicos para a existência de cada um de nós. O poder dos lobbies tem impacto em qualquer sistema eleitoral.

Detalhes sumários como será constituído e funcionará, serão publicados brevemente.

Se este projecto poderá ter sucesso, ou nem mesmo vá para além da intenção aqui expressa, depende da aderência e determinação em participar dos cidadãos desta geração, os Velhos do Restelo.

A primeira participação, por cada um interessado, é na divulgação deste documento.

Quem sou?

Depois de cerca de 30 anos de emigração, regressei ao país há 13 anos. Pensei estar a regressar a um país ainda com dificuldades, mas no caminho certo para um futuro melhor. Graças ao país que me recebeu e me adoptou, EUA, tive a oportunidade de ganhar formação académica e profissional, conhecimentos diversificados para além da minha especialidade e experiência profissional e da vida, que talvez nunca teria conseguido se não tivesse emigrado, descendendo de uma família sem recursos. Consegui realizar parte dos sonhos dos meus tempos de infância e juventude. Confesso, que no meu regresso a Portugal, a minha percepção sobre o país estava errada. Portugal, ainda que com um aspecto moderno e aparentemente optimista, estava no caminho errado a passos largos. O velho ditado: “ Nem tudo é o que aparenta ser”

Há cinco anos, observando o país a cair cada vez mais no abismo, dei início ao meu site, por vezes num português muito rudimentar, fruto da ausência de muitos anos da língua portuguesa, como o idioma quotidiano. Desde então, tenho dedicado horas incontáveis, comentando e criticando as políticas, que cada vez mais vão liquidando os idosos e tirando a oportunidade de um futuro aos jovens deste país.

Escrevo mais como um desabafo pessoal, do que acreditando que os meus comentários e críticas tenham algum impacto ou sejam alguma vez lidos por membros do governo ou outras individualidades políticas e sociais às quais me refiro. Por vezes, recebo comentários ridículos e insultuosos de capatazes e engraxadores de sapatos, que vivem à conta ou com apoio, desses sobre os quais escrevo. Nem dou qualquer valor ou muito menos resposta, porque isso seria dar importância a quem está muito abaixo do meu nível, acabando por igualar-me a eles.

Acredito que estamos a chegar a um momento em que ou fazemos algo em pró de um país melhor, ou nos conformamos com o que temos. Comentários e críticas não mudam o rumo que levamos. Muitas vezes tenho sentido arrependimento do meu regresso a Portugal e pensado mesmo regressar ao passado, que tenho sempre a porta aberta. Há momentos em que pergunto a mim mesmo, se tem algum significado continuar a insistir sobre esta causa, PORTUGAL, a que me dediquei? Segundo Fernando Pessoa, “ Tudo Vale a Pena se a Alma não é Pequena”

Este meu projecto, “Os Velhos do Restelo”, é um convite ou proposta à gente da minha geração para que possamos contribuir de uma forma, dentro da lei, com civismo, criatividade, inteligência e a contribuição dos nossos conhecimentos profissionais, académicos e da vida, na melhoria dos nossos dias, se possível ainda para alguns de nós, e na estrutura de um futuro próspero para os nossos jovens.

A continuidade ou o encerramento definitivo deste site, dependerá se os portugueses estão dispostos a participar activamente numa mudança, ou se estão conformados com a situação actual e acreditam que nada há a fazer.

Agradeço a divulgação do documento.

Obrigado pelo tempo dispensado na leitura.

Bem hajam!

Carlos Piteira

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About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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4 comentários em “O VELHO DO RESTELO”

  1. Jose Cunha Says:

    Essa e a frase que esta na Escola Emidio Navarro em Viseu, ca fora na parede do edificio e aonde eu terminei o meu 12 ano em 1980!
    Se nessa altura ja as coisas iam muito mal, pela incompetencia dos politicos liberais, que incrivelmente, nunca mais deixaram a politica e o parlamento, e o (des)governo. Tenho notado que ao londo destas decadas tds continuam a ser os mesmos politicos e governantes em Portugal!
    Portugal esta a tempo de tudo, mas nao com esta classe de (des)governantes; deixemos de pagar a dita divida aos bancos internacionais, e voltemos com sacrificios ao Escudo, suportado pelo muito ouro que ainda temos aki guardado em NY City, nao vejo nenhuma outra forma de sairmos desta situacao desastrosa continuando no Euro, “eles” estao completamente corrompidos com os pagamentos debaixo da mesa que os bancos fazem aos governantes europeus.
    Agora pergunto eu, aonde estao os Euros que foram imprimidos?
    Li um artigo esta semana no NY Times que 30% do Euro ja esta fora da Europa!?
    Quem esta acumulando Euros? Com que Agenda?

    Um abraco aki da terra do Uncle Sam,

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    • opaisquetemos Says:

      Caro José Cunha,

      Os meus agradecimentos pelo seu comentário. também, as minhas desculpas pelo atraso em responder. Mas felizmente, ainda sou um dos previliziados que ainda tem actividade profissional, embora que em decadência.

      Concordo com o seu comentário. Mas a situação ou embrulhada em que os governos se meteram no respeitante à Comunidade Europeia e viverem encostados a empréstimos contínuos, colocou o país em qualquer das situações sair, ou ficar na moeda, algo de sabor amargo por muitos anos. A situação tem pós e contras, muitos mais quando, o povo nunca esteve a par das negociatas sem serem explicadas.

      Estamos metidos numa situação, que só com muito trabalho e determinação é possível resolver. Infelizmente, não há intenção de investimentos na produção para desenvolvimento do país e muitos portugueses dedicaram-se ao conformismo de viverem dia após dia sem esforço.

      Lançei uma iniciativa para a restruturação do país, mas depende de muitas pessoas dispostas a participar activamente. Será que alguma vez a intenção sairá do papel? A ver vamos. Mas tenho dúvida de encontrar voluntários dedicados à causa.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  2. AG Says:

    Segundo Fernando Pessoa, “ Tudo Vale a Pena se a Alma não é Pequena”, reli esta mensagem numa parede junto ao mar neste fim de semana e fiquei parado a pensar, “estamos numa altura de mudança”…

    Boa noite Sr. Carlos Piteira,
    Tenho seguido atentamente o seu blog, muitas das vezes verificando 2 a 3x por dia para ler mais. Estou de acordo com tudo o que o Sr. diz, mas acredito que essa assembleia devia ter todas as gerações, inclusive a minha 1984 / 2004 (gostava muito), os tempos são de mudança, eu QUERO MUDAR, quero colocar esta gente no local onde deviam estar, na Prisão, quero acabar o meu curso e saber que serei útil ao meu país e não mais um a ir embora, lutei para ter dinheiro para o pagar o meu curso e também vou lutar para o utilizar como uma ferramenta que seja útil para as pessoas. Desejo muita saúde, trabalho e inspiração no seu blog.

    Tenho pena de não o conhecer, mas se um dia passar pela Fac. Eng. da Univ. do Porto, avise que terei o maior gosto de lhe pagar um café.
    Abraço

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    • opaisquetemos Says:

      Caro jovem leitor,

      Obrigado pelo seu comentário, pela sua assiduidade e pelas palavras de apoio.

      A incompetência e instabilidade governamental, é cada vez mais insustentável para velhos e jovens. A minha geração está na última fase da vida. Com dias melhores ou piores, já não nos restam muitos planos na vida. A maioria de nós, o que tínhamos que realizar, melhor ou pior está realizado. O que não conseguimos realizar, é porque não tinha de acontecer. Resta-nos esperar o resto dos nossos dias com dignidade, se possível.

      Mas para os jovens, com uma longa vida pela frente, a incapacidade de planeamento de estruturas por parte dos governos, que possibilitem a esperança de um futuro prometedor, contribui para um desânimo, num mundo de incertezas sobre um futuro, onde cada vez se projecta e investe menos a médio e longo termo. Todos os sacrifícios que nos são exigidos, são para cobrir erros de desgoverno ao longo do tempo, sem pensarem como vamos viver o amanhã.

      A maior preocupação da maioria da minha geração, para além dos sacrifícios e dificuldades que possamos ter de passar no tempo que nos resta, é sobre a preocupação dos filhos e netos, numa sociedade que não possui meios ou estruturas para garantir o presente, muito menos um futuro.

      Quanto à participação da sua geração na assembleia, que eu propus e estou disposto a apresentar o projecto, sujeito a aprovação e alterações, porque nada é inalterável, é uma dívida da minha geração para a geração dos jovens. Na realidade, nós portugueses, ao longo de décadas ignorámos políticas e como éramos governados. Assumimos que a política era para os políticos e cada um de nós tinha que apenas cuidar da sua vida e família. Por outras palavras, demos carta branca aos políticos e governos, limitando-nos a votar, com base não no conhecimento político, mas sim nas campanhas eleitorais, onde são gastos milhões de euros, pagos pelos nossos impostos. Os políticos assumiram-se senhores e donos do país e o povo apenas lacaios obedientes.

      Certamente, que se a ideia passar para além do papel, que tenho muitas dúvidas, pois a maioria do povo se habituou ao conformismo e deixar andar, todas as gerações terão o seu desempenho na mudança de rumo para um futuro melhor.

      Mas meu caro jovem, Gomes, a sua contribuição e de todos os jovens, é da maior importância se entre todos vós, dentro das faculdades e meios de convívio, transmitissem a mensagens aos vossos pais e restantes familiares. Só assim, a semente pequenina que estamos deitando à terra, poderá crescer árvores e dar frutos para colhermos. Talvez as sementes que estamos a lançar à terra, já não produzam frutos maduros na minha geração. Mas se a vossa geração poder vir a beneficiar do que semeámos, então valeu a pena.

      Quanto ao café que prometeu, prometo numa próxima viagem ao Porto contactar consigo. Se vier por Lisboa, será bem-vindo e sou eu que pago.

      Um abraço

      Carlos Piteira

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