ESTÁ VISTO QUE COM ESTE GOVERNO A ECONOMIA DO PAÍS NÃO TEM SALVAÇÃO

15 de Outubro de 2012

Política Nacional

Portugueses, este governo não tem mais capacidade para continuar a governar. Chegou o momento, em que, ou o Presidente da República intervém frontalmente, ou poderá haver um pedido pelo povo para intervenção das forças armadas. O país está num desespero caótico e sem margem para mais tolerâncias de medidas de austeridade.

O Ministro das Finanças, fez a apresentação do OE para 2013, com uma voz melancólica, mas pouco convincente. Na realidade, para além dos resultados apresentados quando da apresentação da versão preliminar do OE para 2013, não houve alterações, deixando toda a carga das receitas do orçamento, sobre os aumentos de impostos e contribuições para a Segurança Social sobre o rendimento dos trabalhadores.

Este orçamento, de acordo com a apresentação do ministro das finanças, não apresenta quaisquer incentivos no sentido de desenvolvimento da economia e na redução do desemprego. O país para além de não conseguir cumprir com o défice estipulado para 2013, cairá no abismo total e uma revolução social é eminente.

As medidas do OE de 2013, confirmam o que o FMI diz, que Portugal é dos países da zona euro que mais corta nos salários e aumenta nos impostos. Também, a União Europeia alertou, para a gravidade de que tanta austeridade pode agravar ainda mais o buraco das contas.

Estas medidas apresentadas, são também opostas às palavras de Cavaco Silva, que disse: “ que não se pode reduzir o défice “a todo o custo”. Os ex-Presidentes da República, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio, são contra as medidas apresentadas pelo governo.

Apesar das medidas bombásticas apresentadas, Victor Gaspar não promete que outras medidas de austeridade não sejam exigidas ao longo de 2013.

Este é o momento crucial do país, para todos os Portugueses verificarem se a Assembleia da República representa o povo ou os partidos. Se o líder do CDS, Paulo Portas, assume a sua oposição ao aumento de impostos, ou se vota a favor de um pacote orçamental bombástico. Este é também, um momento para verificar a liderança de Cavaco Silva como Chefe do Estado.

About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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5 comentários em “ESTÁ VISTO QUE COM ESTE GOVERNO A ECONOMIA DO PAÍS NÃO TEM SALVAÇÃO”

  1. Jose da Cunha Says:

    Meu pobre Portugal. Pensavam q eramos 1 pais rico, mas afinal viviamos so de fachada e ostentacao. Sem trabalho duro e consistente, em tda as camadas da sociedade portuguesa nao vamos la! deixem-se de futebois, praia e pic-nics e toca a trabalhar no duro! Andam tds ao pontape a’ lata pela estrada fora…

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    • opaisquetemos Says:

      Caro, José Cunha,

      Obrigado pelo seu comentário.

      O problema não está em os portugueses não quererem trabalhar. Em todas as sociedades, mesmo nos países mais ricos e rigorosos, há oportunistas que vivem como parasitas do Estado. O problema está na gestão do país, e na criação de um sistema económico e produtivo que possa gerir receitas, não à custa de impostos, mas sim de produtividade.
      Há perto de um milhão de desempregados sem colocação.
      Dou-lhe um exemplo de como este país é gerido.
      Os Estaleiros de Viana do Castelo tem uma adjudicação de dois navios para a Venezuela, no valor de 128 milhões de euros. O projecto já foi iniciado e foi entregue como primeiro pagamento 13 milhões de euros para a execução.
      O dinheiro foi divertido pelo governo para outras finalidades. O projecto está parado devido a meios financeiros para a aquisição de materiais essenciais para a construção dos navios e mais trabalhadores para a realização do projecto no tempo estipulado. O governo não colocou verbas necessárias para dar seguimento ao projecto. O governo da Venezuela ameaçou que sem garantias do Estado português não libertará mais verbas e poderá mesmo cancelar o projecto.

      Para além deste projecto os mesmos estaleiros têm outros projectos já iniciados mas parados por falta do governo providenciar verbas.

      Tal como sem ovos não se fazem omeletes, sem investimentos na economia, não há produção.

      Vivi quase 30 anos como emigrante e das poucas vezes que viajei a Portugal em férias, ficava com um conceito como o senhor acaba de referir. Mas uma coisa é estarmos dentro da carruagem e saber o que lá vai dentro. Outra coisa é estarmos do lado de fora sem termos a realidade do que se passa.

      Devo referir que não faço parte dos estaleiros nem da funçao pública, grupos sindicais ou partidos políticos. Comento como cidadão independente e preocupado com a situação real do país.

      Um muito obrigado pela sua assiduidade do meu site.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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    • Sandy Sennin Says:

      Caro José da Cunha, permita-me discordar parcialmente de si.
      Será sempre perigoso entrarmos em generalizações. Muitas vezes o fazemos por uma questão de facilitismo e, no meu caso, como mote para uma discussão sobre um qualquer assunto.
      Neste caso em particular, permita-me usar a sua generalização.

      Se um pai e uma mãe não ensinam o seu descendente como se comportar de forma moral, ética, etc. na sociedade em que está inserido, deveremos simplesmente culpar a criança virada adulta? Ou então quem não o educou para a vida?

      Ora, durante gerações o Estado não soube educar os cidadão. Vendou sonhos enquanto roubava. Afinal todos estavam distraídos com o sonho, por isso foi só aproveitar o momento. Venderam também a ideia que é possível enriquecer sem esforço, mostrando como fazer, inclusive. Há ainda, para mim, outro cancro de sonho: as lotarias e afins. Jogar e ficar rico sem trabalho. Apenas uma questão de sorte.
      Em suma, tantas foram as formas que nos apresentaram de enriquecer sem real esforço.

      Depois temos o facto de que há MUITA boa gente e trabalhadora. E apenas ganham um mísero salário. O que são os €485 mensais cá no Norte? Uma vergonha. Essas pessoas só vivem os sonhos nas suas mentes. Como podemos atacá-las porque fazem uns pic-nics ou vão para a praia? Não terão direito a um bom momento após tanto trabalho e quase nenhuma recompensa? Concordo que pedir empréstimos para fazer isso é errado. Mas foi a educação que o Estado lhes deu. E eles aceitaram fatalmente o seu “destino”.

      Futebol? Perfeito… Mais uma vez os governantes aproveitam uma das escapatórias do povo. Podiam ensiná-los outras coisas mais importantes, mas e então como poderiam eles continuar a roubar? Pessoas que pensam pela sua própria cabeça? Nem pensar.

      Trabalhar para viver, sim.
      Viver para trabalhar, não.

      E já me alonguei bastante…

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  2. Maria Alpoim Says:

    A falta de conhecimentos de história levará a europa e este país à ruína total. Estes senhores ignoram o que se passou em Inglaterra a seguir à 2 grande guerra com o governo trabalhista de Clement Attlee a aumentar loucamente o IMI sobre as grandes casas inglesas. Resultado: os proprietários sem possibilidades de pagar tais impostos começaram a desvalorizar o valor dos prédios destruindo a parte superior das casas, perdendo-se um valor patrimonial incalculável. Presumo que em Portugal muitos incêndios e derrocadas parciais dos telhados terão as mesmas consequências nos tempos próximos em simulataneo com o colapso fiscal por via judiciária com tantos processos em tribunal.
    Estranhamente estes tipos não fazem contas. Como será possível diminuir o défice externo, e o público em simultaneo, com o povo cheio de dívidas para pagar e retraído nos gastos e uma minoria de empresas a tentar exportar para uma Europa em recessão, uma China e um Brasil cada vez mais fechados. Só África nos pode valer, mas se todos pensarmos da mesma maneira a recuperação não será possível.
    Será assim tão dificil alargar a base de tributação, diminuindo os impostos, como está a fazer Mario Monti, e chamando as pessoas à poupança e a investir em titulos do tesouro do seu próprio país? Por que razão se limitam à receita do Francisco Louçã e carregam nos casais ditos ricos que ganham 80000 euros/ano e que acabam por ter quase tanto dinheiro/mês (2000 euros) que os casais em cada um ganha o salário mínimo (receberão por via das isenções, subsídios escolares, taxas especiais de água, luz, etc cerca de 1200 euros/mês). A desgraça da classe média arrastaou sempre uma desgraça muito maior para os mais pobres. Será que nem sequer se apercebem disto?

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    • opaisquetemos Says:

      Cara Maria Alpoim,

      Os meus agradecimentos pelo seu comentário e assiduidade.

      Como já tenho referido várias vezes, os nossos governantes têm umas palas nos olhos e só lhes permite ver uma forma de realizar receitas, através de impostos, muitos deles sobre outros impostos. Ainda não conseguiram ter a visão de que é preciso semear para colher e que sem investimento na economia nunca haverá receitas para além da dos impostos. Infelizmente, e já aconteceu este ano, independente dos aumentos de impostos, a receita diminuiu porque a economia continua em declínio e o desemprego a aumentar. Em muito pouco tempo, nem mesmo haverá contribuições para a segurança social para cobrir todas as responsabilidades assumidas com subsídios de apoio social para sobrevivência e para as pensões e reformas.

      A questão do IMI, estão a tentar imitar algumas das medidas aplicadas pelo presidente francês sobre as propriedades de milionários em França. Mas não sabem definir a diferença entre um rico e um cidadão da classe média.

      Quanto a a investir em titulos do tesouro do país? Sinceramente falando, eu pessoalmente perdi toda a confiança em tudo que seja a investir em que o Estado se torna o fiel depositário. Porquê? Porque já compreendi que os governos mudam as regras do jogo a meio, consoante as circunstâncias. Acredito que não estou só com essa opinião sobre o governo. Há muito que não dou credibilidade aos nossos governantes, porque jogam sempre com um pau de dois bicos.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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