A ANÁLISE DAS NOTÍCIAS POR UM CIDADÃO INDEPENDENTE

4 de Outubro de 2012

O PAÍS QUE TEMOS

IRC agravado para lucros superiores a 7,5 milhões de euros

Será que a banca vai ser também abrangida com estes impostos ou ficam isentos de aumentos como sempre?

De acordo com as novas medidas o Governo vai agravar a carga fiscal das empresas com maiores lucros através do aumento da respectiva base de incidência que irá reduzir, no próximo ano, dos actuais 10 milhões para 7,5 milhões de euros. Sobre este lucro tributável incidirá a taxa adicional de IRC de 5%.

Será que a banca vai ser também abrangida com estes impostos ou ficam isentos como sempre? Estou certo que todas as empresas afectadas por esta medida, encontrarão forma de manipular os seus lucros, através de transacções e manipulações contabilistas legais. Em curto espaço de tempo, o governo voltará a sentir um buraco nas receitas esperadas provenientes dos lucros projectados e voltará de alguma forma a sobrecarregar os escalões mais baixos.

Victor Gaspar falou apenas no escalão mais elevado, deixando para outra altura as alterações aos escalões inferiores. Esta decisão de aguardar para mais tarde a conversa sobre os escalões de rendimentos mais baixos, foi para aliviar de momento a agitação das classes com menos rendimentos, amaciando  primeiro com as medidas em escalões que aceitariam o apoio dos mais desfavorecidos. Mas estou certo que vai causar também muitos danos.

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Mais uma estimativa de optimismo feita sobre os joelhos

Governo garante défice de 5% este ano sem mais medidas de austeridade

O governo afirma chegar ao final deste ano com um défice igual a 5% do PIB, recorrendo a medidas extraordinárias e evitando um novo aumento de impostos em 2012 face aos agravamentos já conhecidos.

Com um défice actual acima dos 6%, muito dificilmente o governo conseguirá baixar para 5%, salvo a intenção do governo em apenas cobrar e não assumir novos encargos e respectivos pagamentos até depois do final do ano. Estimativas realistas colocariam o défice do final de 2012 para mais ou menos 6%.

Os portugueses estão habituados a todas estas projecções optimistas, mesmo até algumas em que afirmam terem um excesso de 2 mil milhões e poucos dias depois, dizerem ter encontrado um buraco inesperado. Deste tipo de estimativas tudo do pior se espera. Esperem pelas más notícias.

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OUTRA ESTIMATIVA OPTIMISTA SOBRE O JOELHO A NÃO ACREDITAR

Taxa de desemprego sobe para 16,4% no próximo ano

A acreditar nas previsões do Governo para 2013, a economia vai destruir perto de 80 mil postos de trabalho. O Ministério das Finanças aponta agora para uma quebra de 1,7% no emprego no próximo ano, quando no final da quinta avaliação esperava uma quebra de 1,2%.

Estando actualmente em 15,9% a taxa do desemprego, acrescentando 1,7% em 2013, será automaticamente 17,6%. Como está o governo a projectar 16,4% para o próximo ano? Muito facilmente no final deste ano o desemprego passará os 16%.

Pensando em termos reais e compreendendo que, o governo diz com naturalidade e mesmo optimismo, que a economia vai destruir 80 mil postos de trabalho, a percentagem de desemprego no final 2013 estará compreendida entre os 18 e 19%.

Qual a ideia de gestão do governo? Continuar a deixar baixar a economia, permitir a subida do desemprego e viver à custa de aumentos constantes de impostos, independente das classes mais atingidas?

Este governo começou por levar os pobres abaixo da linha de pobreza colocando-os na miséria. Agora, atenta em destruir a classe média e ao mesmo tempo afrontar as classes de capitais elevados, obrigando estes a mover as sedes de empresas e os capitais para fora do país e manter aqui apenas sucursais, evitando assim os aumentos de impostos? Que restará do país se este governo chegar ao fim do mandato em 2015? Acredito que este governo está a lançar o país numa revolução tumultuosa, como já referi anteriormente. Começo a temer o pior.

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CARTA AOS LEITORES MAIS JOVENS E CHEIOS DE ADRENALINA

É muito frequente receber comentários de leitores jovens impulsionados contra as medidas governamentais e dispostos a extremos, sem medirem as consequências negativas que certas iniciativas podem causar.

Primeiramente, agradeço a leitura do meu site. Alegra-me saber que há jovens cidadãos preocupados com a situação do país e determinados a intervirem activamente na reconstrução de Portugal. Mas devo alertar que nem todos os meios são adequados para alcançar os fins desejados.

É importante, que contrariamente ao que tem sido feito no passado, não antecipemos iniciativas tais como pedir a demissão ou queda de um governo, para substituir por outro idêntico ou pior.

Há sempre por parte de todos os partidos da oposição ao governo, pedidos de moções de censura e de eleições antecipadas.  As razões alegadas pela oposição, são precisamente as que nos afligem e nós comentamos e criticamos. Os interesses dos partidos não está no bem-estar dos portugueses, mas sim de terem mais uma oportunidade para tentarem subir ao governo. No final, é aquilo que temos tido. O governo actual de Passos Coelho, foi eleito em eleições antecipadas, com afirmações contra o governo anterior de José Sócrates. A situação, para além das promessas nunca compridas, agravou muito mais sem benefícios à vista. Outro governo, de qualquer um dos partidos, de modo algum vai modificar a situação do país para melhor.

Perguntam então: mas que fazemos? Comentamos e criticamos apenas e ficamos de braços cruzados? Não exactamente! Mas como tudo na vida é preciso ser criado um projecto com objectivos firmes e criação de estruturas para execução dos mesmos. É fundamental haver unificação de forças e visões políticas, ainda que diferentes. É preciso analisar cada uma delas. É fundamental encontrar apoios de suporte há iniciativa. Qualquer tipo de apoio só poderá ser conseguido se os objectivos e projecto para execução apresentados, demonstrarem confiança absoluta com possibilidades de sucesso. Mas é verdade que há sempre riscos e imprevistos a ter em conta. O 25 de Abril de 1974 foi assim concretizado. Nada foi tomado de impulso de um dia para o outro, sem ter sido planejado.

Invadir a Assembleia da República, qualquer Ministério ou edifício do Estado como protesto e sem qualquer plano com estruturas definidas, é cometer tumultos de violência, causando danos materiais e vitimas de parte a parte. É forçar as forças de segurança a actuarem com o uso de força, não contra os portugueses, mas no pleno desempenho que as suas funções exigem. Não esquecer que as forças de segurança e as forças armadas estão como nós, no mesmo navio a naufragar. Não esquecer que eles como nós estão com tremendas dificuldades económicas de sobrevivência. Ainda há menos de 24 horas, houve uma reportagem na TVI, que demonstrou militares da GNR e suas famílias a passarem fome, sendo obrigadas a pedirem apoio de cantinas para se alimentarem. É triste que mesmo trabalhando em defesa do Estado e da segurança pública, tenham que depender da solidariedade para se alimentarem. Não porque tivessem tido vidas supérfluas. Mas os salários mínimos nacionais, foram sempre insuficientes para além da sobrevivência. Muito mais insuficientes para se fazer um pé-de-meia para momentos difíceis.

Portugueses de todas as faixas etárias, para além de todas as estimativas optimista do governo, o país está a arrebentar pelas costuras. O Estado Novo levou 50 anos para cair. Duvido que este regime denominado “Democracia”, vá muito para além dos 38 anos de existência. Mas é preciso actuarmos de cabeça firme, não com decisões de impulso sem planeamento. Estou convosco. Bem hajam!

About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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10 comentários em “A ANÁLISE DAS NOTÍCIAS POR UM CIDADÃO INDEPENDENTE”

  1. Micael Says:

    Já não me lembro muito bem de onde tirei esta história, mas reflecte o estado e as medidas actuais:

    Um professor de economia da Universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira.
    Esta turma, em particular, tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, haveria igualdade e justiça.
    O professor então disse, “Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe.
    Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames.” Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto, seriam justas. Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria.

    Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores. Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

    Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas. Portanto, agindo contra os seus princípios, copiaram os hábitos dos preguiçosos. O resultado foi que a segunda média dos testes foi 10 valores.
    Ninguém gostou.

    Depois do terceiro teste, a média geral foi 5 valores. As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões da boca para fora passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por “justiça’” pelos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e sentido de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final, contas feitas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros.
    Portanto, todos os alunos chumbaram, para sua total surpresa.

    O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque era baseada no menor esforço possível por parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o resultado.

    Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.
    “Quando a recompensa é grande”, disse, o professor, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar de alguns sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável.”

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    • opaisquetemos Says:

      Obrigado por ter partilhado esta lição.

      A lição que nos consta, representa a realidade como muitos pensam e procuram viver encostados, tirando o melhor proveito e compensações pelo trabalho de outros.

      Não é uma história complexa. O que torna mais difícil de compreender o significado e resultados, é a simplicidade da mesma.

      A lição e os resultados diz-nos que : faz como os melhores e serás tão bom como eles. Faz como os piores e serás pior que eles.

      É lamentável pensar-se em igualdade de recompensa, quando o esforço e dedicação para sucesso não são iguais.

      Infelizmente, os nossos governantes não têm a experiência e visão desse professor.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  2. Nuno Anjos Says:

    Olá,

    Sou um Pai de 41 anos com 2 filhos um de 10 e outro de 3 meses, e confesso que ainda me sinto um jovem em relação a muita coisa, sempre trabalhei com gente mais nova que eu e portanto é me fácil perceber as suas motivações e aspirações.
    Mas o que me deixa mesmo desanimado é ouvir o Meu próprio Filho sem qualquer motivação para Ser alguém na vida, apesar de ter uma família que lhe pode e proporciona as melhores oportunidades possíveis, quando oiço o meu filho de 10 anos dizer que se aplicar na escola e tirar um curso superior não é nada de importante porque quando for grande não vai haver trabalho para ele e que prefere seguir os sonhos irrealistas de craque de futebol que admitir que não tem futuro como jogador.
    Eu sei que isto parece um desabafo e é mas também é um acordar para a vida, não serei o único que tem filhos desanimados e desiludidos que não veem um futuro risonho para eles.
    Não nos é possível como esconder tudo dos nossos filhos muito menos a nossa frustração com a política Nacional.
    Por isso tudo, digo a Todos os Jovens, é preciso lutar por um Futuro melhor e nunca perder esperança, e que com dedicação disciplina e rigor, é possível chegar a uma nova maneira de governar e ser governado no País.
    A Mudança começa com os pais mas também precisa dos filhos, não fiquem á espera que os Vossos pais vos criem um futuro, pois n´so não vamos viver nele e provavelmente nem sabemos que futuro vocês querem, quero com isto dizer que o Futuro é vosso Lutem Por ele!

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    • opaisquetemos Says:

      Caro Nuno Anjos,

      Obrigado pelo seu comentário e principalmente pelo seu adereço ao jovens. É importante que eles se sintam motivados e que acreditem no amanhã. Embora ainda não consigamos alcançar, certamente que no final deste tunel escuro que atravessamos, haverá uma luz de esperança para os mais jovens. Mas para chegar ao fim do tunel é preciso ter determinação e lutar. A palavra lutar não significa o uso de violência, mas sim de estudo e trabalho.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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      • Nuno Anjos Says:

        Carlos Concordo contigo a 100%, Lutar definir um objetivo e percorrer o caminho mais difícil para lá chegar, violência só gera violência e é um caminho fácil, mas cheio de armadilhas, é preciso organização perseverança e determinação em doses equilibradas.

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      • opaisquetemos Says:

        Caro Nuno Anjos,

        Obrigado pelo seu comentário. Mas violência não é de modo algum um caminho fácil, mas muito improdutivo e de consequências muito desastrosas em todos os aspectos. No entanto, os jovens adolescentes, com toda a adrenalina que possuem, fruto da juventude, por vezes acreditam que podem mudar a sociedade, ainda que com o uso da força, o que não acontece.

        Nos respeitantes aos mais jovens, como o seu filho de 10 anos, é aconselhável para os pais, em conversas familiares, evitarem tanto quanto possível o diálogo sofre os problemas políticos, económicos e mesmo sociais que enfrentamos, em conversas de família, na presença de menores. Sei que é difícil nos tempos que correm ocultarmos dos nossos filhos toda a informação de notícias que correm tanto na televisão como na internet. Mas dentro do possível devemos evitar comentar, quanto menos melhor na presença deles. Infelizmente, a hora de reunião da maioria das famílias é na hora de jantar, quando as notícias televisas estão no ar e gostamos de as ver. Os jovens, e principalmente os mais pequenos, ouvem as notícias, os comentários, críticas e as lamentações. Toda essa informação, afecta em muito a forma de pensar, podendo contribuir para uma falta de motivação na aprendizagem e progressão dos conhecimentos. Comento por experiência da vida como pai e avô, não por teoria dos livros.
        Compreendo que o Nuno é um pai presente, interessado e preocupado com a evolução e compreensão da fase que o seu filho está a atravessar. Acredito que o seu filho vai passar essa fase, e tornar-se um cidadão de muita compreensão dos problemas e determinação para contribuir para a resolução dos mesmos e suceder na vida.

        Disponha sempre, mesmo através do e-mail no blog.

        Sinceramente,

        Carlos Piteira

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  3. Antonio P Conceicao Says:

    “Invadir a Assembleia da República, qualquer Ministério ou edifício do Estado como protesto e sem qualquer plano com estruturas definidas, é cometer tumultos de violência”

    Primeiro de tudo quero dar-lhe a conhecer que gosto muito dos seus pontos de vista sobre a politica em Portugal.

    Existem estudos que demostram que governos que aplicam taxas altas nao simplementes o fazem para recadar mais dinheiro para o cofre do estado mas tambem o fazem para terem maior control do seu povo.

    Portugal hoje da’ sinais claramente de que esta teoria passou a ser um facto. Razao que nao ha plano com estruturas definidas e’ derivado ao governo ter arranjado maneira de control absoluto do povo.

    Enquato o povo tenta arranjar maneira de subreviver todos os meses , este nao tem tempo nem forcas para dedicar algum do seu tempo a pensar nos problemas e arobamentos do governo.

    A tactica de aumento de impostos na classe media ou alta em parte nenhuma no mundo vai resolver o problema da divida em Portugal mas sim arranjar maneira de amostrar uma expectativa nas receitas do estado para o proximo ano.

    Outra coisa muito preocupante em Portugal e’ o sistema de justica que tem buracos para proteger os grandes abusos feitos com dinheiro do povo. No meu ponto de vista se e’ dinheiro do povo tem que ser respeitado a 100% e se ouver abuso deste tem que haver justica dura, rapida. E’ muito importante dar o exemplo as futuras geracoes que tudo que e’ do estado faz parte do Povo portanto ter um cheque extra do estado emquanto se trabalha sem fazer descontos e’ um crime grave, este tao grave como os abusos dos politicos que se tem havido desde dos anos 70’s…

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    • opaisquetemos Says:

      Caro António Conceição,

      Os meus agradecimentos pelo seu apoio e pontos de reflexão expressos.

      Compreendo e já li esse estudo que mencionou sobre o controlo do povo através do pagamento de taxas altas. Mas, esse não é o caso deste governo ou dos anteriores, porque são demasiado incompetentes para conseguirem usar o aumento de impostos como arma. O uso constante do aumento de impostos, está relacionado com a falta de visão sobre gerir orçamentos e muitas vezes procurarem exibir-se, tentando dar o passo maior que a perna para demonstrarem ao exterior que são os maiores.

      Quanto ao aumento dos impostos da classe média e da classe alta, em vez de criar mais receitas, vai retrair essas classes obrigando-as a encontrar todo o tipo de manipulações para evitar o aumento de impostos. Haverá mais dinheiro colocado fora do país e um mercado paralelo para ocultar transacções. Há muito que grupos de negócios que movem as sedes das suas empresas, para países onde a carga fiscal é muito inferior à de Portugal.
      Haverão casais de classe média que optam pelo divórcio para reduzir o IRS.

      Os buracos na justiça são criados intencionalmente através de leis aprovadas para encobrimento de negociatas elícitas, a chamada corrupção de colarinho branco que existe a nível governamental e afiliados dos partidos políticos, que várias vezes tenho referido.
      Infelizmente, o desemprego e a miséria há três anos é tão elevada que os governos foram forçados a criar um subsídio de apoio, denominado Rendimento Social de Inserção, RSI, para um básico apoio a pessoas em desespero. Mas como em todas as sociedades ocidentais, em que Portugal como é óbvio não é excepção, há milhares de oportunistas que sem terem necessidade, acabam por usufruir. Dada a falta de fiscalização e legislação com penas pesadas, incluindo indemnização e prisão, a maioria desses oportunistas acabam sem serem punidos. É na realidade dificil separar o trigo do jóio.

      E este é Opaisquetemos.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  4. Sandy Sennin Says:

    Mais uma vez obrigado pela sua análise.

    Gostaria de ressaltar dois aspectos.

    Um será as projecções de subida do desemprego, e aqui apenas coloco uma questão: quando estimamos uma subida do desemprego, quando este já ė alto, o que nos diz isso?
    Estamos a alimentar uma economia destruidora e ainda vêm com discursos optimistas? Com mais impostos? Esta lógica ė, no mínimo ilógica. Não consigo perceber por mais que tente.

    O outro será a sua carta dirigida aos jovens. Enquanto jovem de 27 anos, confesso que muitas vezes me dá vontade de “partir para a porrada” com estes indivíduos que nos trouxeram aqui.
    Quando olho para jovens adolescentes e crianças dos meus círculos sociais, que vejo como meus verdadeiros irmãos e irmãs, não lhes vejo futuro risonho. Quando olho para os pais deles e falo com eles e vejo desanimo e vontade de desistir fico revoltado.
    As acções destes últimos governos estão a provocar a vontade dessas pessoas que amo de irem embora. Fico revoltado, claro que fico. É a minha família neste mundo.
    Se tivessem que ir para fora por opção seria uma coisa e por muito que me custasse a distância seria por algo positivo. Mas isto não!

    Violência gera violência, amor gera amor, compreensão gera entendimentos, disciplina gera responsabilidade e será nesse sentido que devemos trabalhar.
    Haverá sempre aqueles que pretendem subir ao poder, dominar, humilhar, etc. Para isso devemos ser disciplinados e amados, para diminuir o número de governantes como os actuais. Os meus pais ensinaram-me isto pela educação!

    Saudações.

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    • opaisquetemos Says:

      Caro Jovem,

      Obrigado pela sua assiduidade em ler os meus artigos.

      Antes de ir directo às perguntas que apresentou no início do seu comentário, devo-lhe lembrar de um slogan antigo que: ” …. se consegue ler o que escrevo, agradeça aos seus professores da instrução primária”. Quanto aos sentimentos pelos seus amigos, ao reconhecimento de que: ” Violência gera violência, amor gera amor, compreensão gera entendimentos, disciplina gera responsabilidade e será nesse sentido que devemos trabalhar”, agradeça ao amor, educação e dedicação dos pais que tem.

      No respeitante às perguntas feitas:

      1 – Quando estimamos uma subida do desemprego, quando este já ė alto, o que nos diz isso?

      R – Quando é feita a projecção de um aumento de desemprego para além do que já existe, significa que caminhamos para dias piores no respeitante à economia e ao bem estar social, mesmo muito para além de todos os sacrifícios que já enfrentamos. É costume dizer que depois da tempestade vem a bonança. Infelizmente, aqui não há bonança à vista.

      2 – Estamos a alimentar uma economia destruidora e ainda vêm com discursos optimistas? Com mais impostos? Esta lógica ė, no mínimo ilógica. Não consigo perceber por mais que
      tente.

      R – O contexto de um discurso, depende de quem vem e qual o objectivo. Foi um dos membros do governo mais responsáveis pela aplicação de mais impostos, o ministro das finanças. Certamente, que ao anunciar mais impostos, por um lado tentou expressar que compreendia que os mesmos eram monstruosos. Por outro lado, tentou persuadir as audiências a compreenderem que era por uma boa causa. Nem você nem a maioria dos portugueses, sem ligações político partidárias ligadas ao governo entendem. Nem mesmo ele, Victor Gaspar, entende o que está a fazer, independente do seu grau de conhecimentos como economista. O focus deste ministro e restante quadrilha governamental está no défice e na acreditação dos mercados financeiross externos, acreditando que toda a receita necessária pode ser obtida através de impostos. É lamentável que este governante se esqueceu que sem o enriquecimento da economia, a fonte dos impostos acaba por secar.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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