Senhor Presidente da República, Seguro diz que PS só volta ao poder por escolha dos portugueses

18 de Setembro de 2012

Política Nacional

Se os portugueses se lembrarem de um passado, ainda muito recente de José Sócrates, certamente que a escolha não será PS. Mas também, olhando sobre todas as restantes opções, não temos escolhas. Os partidos políticos em Portugal constituem uma democracia de fantochada e de interesses, mais partidários e pessoais dos seus membros de elite, do que de interesses pela nação.

José Seguro, aparece todos os dias nos meios da comunicação social opondo-se às medidas do actual governo, como que seja um defensor dos portugueses. Quem acredita que tal seja verdade? Eu não! Se realmente, a sua preocupação fosse o bem-estar dos portugueses, onde esteve ele escondido e calado durante as atrocidades políticas e desperdícios de milhões de euros do seu companheiro de partido, José Sócrates? Na realidade, não passa de oposição de oportunismo, tentando ganhar popularidade, para subir a primeiro-ministro

Os discursos de persuasão de Seguro, não são diferentes dos usados anteriormente por José Sócrates ou por Passos Coelho para subirem ao poleiro de governantes.

Não sou apologista das políticas e escolhas do PR, Cavaco Silva. A tragédia económica e financeira em que o país se encontra, teve início nos seus governos como primeiro-ministro. Foi com ele que o país a seu pedido, abandonou a agricultura e as pescas. Foi com ele que os desperdícios de centenas de milhões de euros em construções de betão, não necessárias tiveram início. Foi nos seus governos, que a corrupção dentro e fora do governo se começou a expandir. Alguns dos novos-ricos portugueses, que nunca foram questionados sobre a forma como enriqueceram, mas que levaram muitos portugueses à falência e contribuíram para um valor colossal da dívida portuguesa, tiveram as suas origens nas fileiras dos governos de Cavaco Silva.

Enfim, depois de duas décadas passadas desde então, os nossos dias continuam a depender deste mesmo político, o Presidente da República, Cavaco Silva. Da sua decisão, pelo menos para já, dependerá o futuro próximo dos portugueses.

Politicamente, será bom senso poder se alcançar um compromisso entre todas as forças políticas envolvidas no diálogo o que exige alguma tolerância de cedências de parte a parte. Por vezes, à primeira impressão, parece ter sido alcançado um acordo que agrada a todas as partes envolvidas. Mas a minha experiência na vida, deixa-me sempre com dúvidas em muitos desses acordos. E muitas mais dúvidas, quando nesses acordos estão envolvidos pessoas, perigosamente falsas como Paulo Portas, inexperientes como Passos Coelho, ou ambiciosas de alcançar o poder como José Seguro. Compete ao PR aceitar ou rejeitar um possível acordo. Marcar eleições antecipadas ou tomar a iniciativa de formar um governo de Salvação Nacional. A agitação e conflitos entre partidos é tão grande, que dificilmente um acordo poderá sobreviver cerca de mais 3 anos de governo.

Na hipótese de uma acordo não conseguir ser alcançado ou entrar em colapso pouco tempo depois, a opção de novas eleições seria um desastre total e voltaria a colocar o país na mesma situação que nos encontramos. Os portugueses há muito perderam a confiança nos partidos e a afluência às eleições seria muito inferior às recentes. Confesso, que eu seria um dos muitos que não iria votar em nenhum dos partidos.

Resta a formação de um governo de Salvação Nacional nomeado pelo PR, como talvez a opção em que a maioria dos portugueses aceitaria, embora com a total oposição de todos os partidos políticos. Certamente que seria a mais acertada, desde que o PR não actue como partidário do PSD, nem faça a nomeação de membros, cujo historial político e ligações na vida público-privada demonstrem ligações a conflitos de interesse, directa ou indirectamente.

O país está atento, esperando com ansiedade a decisão presidencial de Cavaco Silva. Talvez seja uma das decisões mais importantes e decisivas das suas funções como PR. Poderá trazer paz e unificação ou ser o rastilho para a explosão de uma revolução social, de consequências imprevisíveis.

Em sequência do meu parágrafo anterior, quero expressar aqui o reconhecimento da paciência e comportamento com dignidade da polícia de intervenção, na noite do passado dia 15 na frente da Assembleia da República, no seu confronto pacífico contra um grupo de desordeiros manifestante, os quais desconhecem o que significa a democracia e onde a liberdade de uns termina e a de outros começa. Aquela minoria de desordeiros, de modo algum representa os objectivos das centenas de milhares de portugueses, que saíram à rua acompanhados com suas crianças, muitas delas de tenra idade, para demonstrarem a sua revolta contra as medidas tomadas pelo governo, mas confiando totalmente no respeito de cada um pelo seu semelhante e pela ordem pública.

About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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8 comentários em “Senhor Presidente da República, Seguro diz que PS só volta ao poder por escolha dos portugueses”

  1. suzette Says:

    Desde o 25 de Abril, que somos governados por gente pouco seria. Cavaco Silva foi (na minha modesta opiniao) um dos que ajudou a cavar o buraco mais fundo. Desde ai temos alegremente estado a caminhar para o abismo, cantando e rindo e votando sempre nos mesmos. A solucao passaria por uma plataforma de cidadaos, isentos, a tomar as redeas ao desgoverno que nos caracteriza ja ha bastantes anos. Desculpe a falta de acentuacao,mas resido no Canada e ainda nao me entendi com o bendito do teclado. Cumprimentos

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    • opaisquetemos Says:

      Cara Suzete,

      Obrigado pelo seu comentário, no qual posso analisar que temos a mesma opinião sobre o que afecta os portugueses.
      Dificilmente, mas não impossível, o sitema político poderá vir a ser modifcado. Infelizmente, segundo a actual estrutura ou constituição política do país, seriam aqueles que nos desgovernam que teriam que votar nessa alteração. De modo algum iriam votar contra a galinha dos ovos de ouro que possuem. Também um cidadão na posição de Presidente da República, tem plenos poderes para modificar o sistema político. Mas, com um presidente, como Cavaco Silva, cada vez com menos lucidez, e conforme ambos referimos, como um dos principais responsáveis pelo caminho caótico que o país atravessa, não podemos alimentar esperanças de que uma modificação radical possa vir a acontecer. Também, portugueses do tempo da batalha de Aljubarrota, ou de 1640 que expulsaram os Espanhóis, já não existem.
      Quanto à acentuação devido ao teclado, compreendo porque já vivi essa experiência durante quase 30 anos como emigrante nos EUA.
      Tudo de bom para si.
      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  2. Sandy Sennin Says:

    Boa tarde.
    Antes demais parabéns pelo blog.

    Permita-me questionar-lhe (mais de uma forma retórica que propriamente uma questão dirigida a si) como pode um PR que, enquanto PM foi o que se conhece e que você refere no seu art.º, nomear um Governo de Salvação Nacional?

    Qual é a autoridade que o Sr. Aníbal Cavaco Silva tem sendo ele um dos focos irradiadores de toda esta trapalhada em que nos encontramos?

    Bem haja!

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    • opaisquetemos Says:

      Cara Sandy Sennin,

      Agradeço o seu comentário.

      Cavaco Silva, tem autoridade como PR, embora nunca tenha acontecido, para nomear um Governo de Salvação Nacional, conforme consta na Constituição política do país. Infelizmente, este PR não é um Estadista politicamente habilitado, para executar até aos limites máximos dos poderes atribuídos a um PR em pleno uso, em defesa do povo que o elegeu.

      Como PM, foi um proteccionista do seu elenco governamental. Foi dos seus governos como PM, que foram graduados os primeiros alunos da corrupção, os quais se tornaram os primeiros novos ricos do após 25 de Abril.

      Como PR, Cavaco Silva, actuou mais como um político intermediário, procurando apaziguar situações de conflitos políticos, do que numa figura de poder e capacidade de liderança, disposto a tomar decisões firmes para os portugueses.

      Muitas vezes tenho tido dúvidas sobre a sua lucidez mental em tomar decisões. Recordo-me de há anos atrás em plenas férias de verão, ter anunciado uma conferência televisiva de urgência ao país, para falar algo sobre os poderes do PR nos Açores. A maioria dos portugueses nem sabia do que se tratava ou onde estava a urgência de tal assunto.
      Recordo-me também em plena campanha eleitoral de 2009, as conversas e tomadas de decisões de Cavaco Silva sobre o caso das escutas das chamadas em Belém, que danificou directamente a eleição de Manuela Ferreira Leite. Talvez Ferreira Leite, tivesse evitado a situação crítica que estamos agora vivendo.

      Sandy, as minhas expectativas para hoje sobre esta individualidade, Cavaco Silva, são quase que nenhumas. Acredito que tudo ficará na mesma. Espero que a maioria dos portugueses não tenham expectativas muito elevadas, para não terem desilusões.

      Mais uma vez, os meus agradecimentos pelo seu comentário.

      Carlos Piteira

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  3. Zé manel Says:

    Caríssimo, o seu ódio pelo Porfessor Cavaco Silva é evidente, mas a realidade é que o país foi deixado assim pelo Sr. Engº António Guterres que esse sim começou com as obras faraónicas nos seus dois mandatos.

    Não se esqueça quem é que fugiu depois de umas autárquicas porque não tinha dinheiro. Não se esqueça do que dizia o Sr. Durão Barroso (O país está de tanga), Desde que sou vivo, só vejo 2 partidos no governo, PS = despesismo impulsivo e PSD = Impostos impulsivos. Por isso meter as culpas a quem governou há mais de 20 anos tem muito que se lhe diga, a realidade é que quer queira quer não, a culpa é apenas de um só senhor: José Sócrates!

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    • opaisquetemos Says:

      Caro Senhor Zé Manel,

      Não tenho ódio ao Professor Cavaco Silva, ou a qualquer pessoa na terra.

      Sim, o Eng.º Guterres pediu admissão do poder porque teve a humildade de admitir que lhe faltava capacidade para dar continuidade ao governo. Nada errado em alguém admitir as suas limitações. Seria um acto de dignidade, se o actual governo compreendesse também a incapacidade de gerir o país e se demitisse.

      Mas as obras faraónicas tiveram início no tempo do Prof. Cavaco Silva. e continuaram pelo governo do eng.º Guterres até ao momento actual.

      Desde que este tipo de regime político, a que chamam democracia, existe só vejo dois partidos responsáveis pela situação caótica a que o país chegou, o PS e o PSD. Só vejo uma vítima, o povo português.

      Independente do facto de não partilharmos a mesma opinião, pelo menos neste aspecto, os seus comentários serão sempre bem vindos.

      Mais uma vez lhe garanto que não tenho ódio a ninguém.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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  4. Sónia C. Says:

    Nós vamos saber quem na verdade é o Sr. Presidente…. Espero sinceramente que se decida por um Governo de Salvação Nacional, constituído por um conjuntos de pessoas que não façam parte da classe política, isto sim, era decisão… PSD por PS no governo?que fique como está, porque nenhum vai fazer com que o país saia do buraco. Na minha opinião os partidos são o buraco.

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    • opaisquetemos Says:

      Cara Sónia,

      Obrigado pela seu comentário. Partilhamos a mesma opinião sobre este assunto.

      Agradeço todos os comentários dos leitores, ainda que nem sempre possamos concordar em todos os aspectos.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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