11 DE SETEMBRO DE 2012 – UM DIA TRÁGICO PARA PORTUGAL

12 de Setembro de 2012

O PAÍS QUE TEMOS

O povo português, foi mais uma vez assaltado de norte a sul do país e ilhas, por um grupo de terroristas, denominado “governo”, com armas de destruição massiva por eles próprios construídas, “as leis”, as quais usam todo o tipo de munições manufacturadas por um grupo de malfeitores, “ a Assembleia da República”.

Contrariamente ao Robin dos Bosques, que assaltava ricos para dar aos pobres, este grupo terrorista, rouba aos pobres para enriquecer mais os ricos. Entram invisivelmente nas casas de famílias inteiras, de famílias de mulheres ou homens sós com filhos, de idosos debilitados, de pessoas sós, de pequenos comerciantes e industriais e sacam tudo onde podem meter as mãos. São indiferentes se há comida, ou medicamentos ou outras necessidades essenciais á sobrevivência com dignidade.

Este último ataque a 11 de Setembro, é um dos ataques mais vergonhosos deste grupo de terroristas, a pobres indefesos já sem meios de sobrevivência. Aplicar um imposto de 7% sobre ordenados miseráveis de 485euros brutos, e compensar os empresários ricos com descontos no TSU, com argumento de mais emprego, é treta.

A menos que tomemos participação activa na política que afecta as nossas vidas e, abdiquemos de entregar tudo a esta camada terrorista que nos rouba descaradamente, jamais poderemos acreditar num futuro, ainda que pobres mas com dignidade.

Portugueses, o país está de luto. Consideremos 2.ª feira, dia 16 de Setembro como o início oficial das aulas, quando dezenas de milhares de crianças iniciam o ano escolar sem livros e muitos sem alimentos. Usemos cada um de nós nesse dia, uma braçadeira preta num dos braços, como demonstração da nossa revolta. É algo simbólico, mas que representa a unificação de um povo, contra os ataques sucessivos do inimigo número um do povo, o governo que nos rouba.

Proponho uma marcha para 5 de Outubro, de 1 milhão ou mais de portugueses de todas as idades, onde o funcionalismo público, o privado, as forças armadas e as forças de segurança pública se unam numa só sociedade. Políticos de qualquer partido, como portugueses são bem vindos e respeitados na íntegra, mas sem consentimento do uso da palavra. Proponho que essa marcha se estenda da estação dos comboios de Santa Apolónia, passando pelo Terreiro do Paço até Belém. Proponho uma marcha pacifica e com finalização em Belém com uma missa campal.

About Carlos Piteira

Licenciado em Microbiologia pela Maryland University. Especialista em Microbiologia Clínica pela American Society of Clinical Pathologists. Consultor da Qualidade do Ar Interior. Autor do livro: ” A Qualidade do Ar Interior em Instalações Hospitalares”

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4 comentários em “11 DE SETEMBRO DE 2012 – UM DIA TRÁGICO PARA PORTUGAL”

  1. Medina da Silva Says:

    Edmund Burk disse um dia:
    “ Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam”.
    Manifestações!… apenas? Acho que sinceramente já não vamos lá com isso. Sei o que os senhores deputados fazem durante as manifestações… riem-se e gozam com as mesmas (já assisti pessoalmente a esse facto). No melhor do caso… apenas as ignoram.
    Vamos lá, acredito, mas já não com simples manifestações.
    Abraço.
    Medina da Silva

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    • opaisquetemos Says:

      Caro Medina da Silva,

      Concordo totalmente consigo. Creio que nem mesmo um novo 25 de Abril.

      Mas temos que continuar a insistir para ainda podermos acreditar na possibilidade de um futuro melhor. Senão para nós, que seja pelo menos para os nossos filhos e netos.

      Abraço

      Carlos Piteira

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  2. Carlos Says:

    Pergunto eu, como retirar o governo do poder?

    -Com o presidente da República?
    O presidente da República já vimos que é um pau mandado, ele próprio queixou-de do parco salário que aufere, logo não pode fazer nada porque sabe-se lá o que virá e fome no teto dele ele de certeza que não quer, bem, nenhuma pessoa quer mas que já está a acontecer isso já.

    -Com manifestações?
    Talvez, há uns anos valentes (1994) na altura de o atual Presidente Cavaco ser o primeiro ministro uma manifestação na ponte 25 de Abril levou ao início do fim de anos de Cavaquismo.

    De todas as maneiras este governo está, e nota-se, já muitíssimo agarrado ao poder que tanto ansiava, com a agravante de na passada sexta feira ter cortado definitivamente com o povo, pelo que dificilmente sai, a não ser que, tendo visto o falhanço descomunal na sua política económica esteja a fazer com que caia de uma forma tipo ” a culpa não é nossa herdámos um grande fardo”

    cumprimentos
    Carlos

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    • opaisquetemos Says:

      Caro Carlos,

      Obrigado pelo seu comentário.

      Não é fácil retirar um governo do poder, muito menos quando possui a maioria parlamentar, ainda que com coligação. Mas o Presidente da República, tem esses poderes em circunstâncias especificas.

      Quanto ao povo, pode expressar o seu descontentamento com protestos e manifestações para criar pressão sobre as políticas do governo. Os partidos da oposição poderão propor um voto de censura, na maioria das vezes sem qualquer sucesso. Se o primeiro-ministro entender que a pressão sobre a sua liderança é demasiada, poderá pedir à AR um voto de confiança. Na maior parte das vezes consegue obter apoio suficiente. Manifestações de protestos constantes acabam por causar um mal estar social, podendo contribuir para uma crise governamental. Não precisamos ir tão longe, ao tempo de Cavaco Silva como primeiro-ministro. Temos o caso bastante recente do anterior governo de José Sócrates.

      Mas para quê derrubar este governo? Quem teríamos para governar? Alguém idêntico ou pior ainda? Talvez um governo de salvação nacional podesse ser a solução? Mas certamente que os partidos políticos se acabariam por revoltar. O português, por decisões de ignorância ou do destino, está habituado a viver em crise. Como tal critica mas vai tolerando sempre. Nada melhor para o esquecimento da maioria dos portugueses do que um bom jogo de futebol da selecção ou de uma das 3 maiores equipas favoritas do futebol português.

      Sinceramente,

      Carlos Piteira

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