Segundo o Diário Económico, o Governo vai investir mais de mil milhões no porto de Lisboa – O plano estratégico de desenvolvimento do porto de Lisboa, apresentado hoje pelo Governo, inclui um terminal de cruzeiros, um novo terminal de contentores na Trafaria e uma nova marina.
- Quem vai gerir este investimento?
- Que tipo de contrato ou negociata?
- Quem beneficia dos lucros e suporta prejuízos?
Cuidado que este governo, aliás como todos os anteriores, é de gente inexperiente ou ousada para benefícios de entidades e amigos influentes.
Referi no passado que todas as cláusulas de negócios do Estado deveriam ser previamente analisados por entidades independentes e aprovados pelo TC. Não esquecer que ao longo dos anos a maioria dos contratos realizados, começam com derrapagens de milhões ao previsto e acabam com contratos de gestão por décadas, quando não perpétuos, em que os lucros é de quem os gere e os prejuízos sobram para o Estado.
O país precisa de investimentos que criem postos de trabalho e que produzam rentabilidade. Mas, os desastres ao longo do tempo são de tal dimensão, que todo o cuidado é pouco. Um empreendimento desta natureza, que certamente ultrapassa mais de mil milhões de euros, para ser rentável exige uma gestão sofisticada e com cláusulas protegendo o Estado e não a entidade gestora como sempre acontece. Não sei como, mas sempre, os melhores conselheiros jurídicos sobre os negócios, são sempre contratados pelas empresas contratuais. Por norma, enquanto o Estado possui poder sobre a empresa, esta causa prejuízos constantes que os contribuintes vão suportando. Não por falta de trabalhadores qualificados; mas intencionalmente para que a empresa desvalorize e acabe privatizada a preço de saldo.


23 de Fevereiro de 2013 às 20:37
EXCELENTE PERGUNTA!